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Porquê uma mulher nunca deveria ficar bêbada?
Porque beber faz as pessoas falarem alto, as torna repugnantes, sentimentais, autocomiserativas e burras. E é claro que a maioria das mulheres já é assim completamente sóbria.
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A bebedeira não cai bem em todos os homens, obviamente. Depois de duas doses, algumas cervejas e meia garrafa de chardonnay, a maioria dos homens não se torna uma pessoa melhor. Aliás, eles estão mais propensos a se tornar trogloditas que prometem amizade eterna num minuto e ameaçam quebrar sua cara no minuto seguinte. Mas, enquanto alguns homens são bêbados ruins, todas as mulheres são bêbadas ruins.
O álcool é uma coisa poderosa. Ele pode deixá-lo mal. Às vezes você toma algumas taças de vinho e rapidamente começa a questionar o sentido da existência. Este tipo de introspecção temperamental e filosófica não cai bem numa mulher. Porque elas são criaturas mais intuitivas que cerebrais, e ficam tristes e amargas. Isso as faz pensar demais – e essa não é sua especialidade.
A bebida tende a enfatizar tudo o que é desagradável numa mulher. Se ela é um pouco vulgar, o álcool vai fazer com que ofereça um boquete ao garçom. Se ela for supersensível, a bebida vai fazer com que vire mesas, jogue pratos e corte suas roupas com uma tesoura. Se ela tem uma personalidade mais melancólica, beber vai torná-la suicida.
A bebida é o veneno do coração feminino. Não importa qual seja sua personalidade, ela vai ficar muito pior ao beber.
Mas a namorada dele bebe praticamente a mesma quantidade e nada acontece com ela. Ela subitamente desenvolve um desejo incontrolável de discutir o cinema francês. Como é de se imaginar, isso acaba totalmente com a noite.

Existem homens que bebem e ficam sentimentais, deprimidos e incoerentes. Isso certamente não fica bem neles. Mas fica ainda pior numa mulher. E se um homem quer uma mulher sentimental, deprimida e incoerente, ele pode simplesmente ficar em casa com a esposa.
Beber é departamento dos homens. Pubs, bares e boates – são o habitat natural da espécie masculina. É bom que as mulheres estejam lá, mas se estiverem falando muito alto, fazendo papel de idiotas, contando piadas estúpidas – se estiverem bêbadas – acaba a graça. Quem quer uma mulher que se comporte exatamente como um homem? Quem usa as calças aqui? Quem paga as bebidas?
Ok, ok – a mulher moderna paga suas contas. Mas a heterossexualidade é a celebração das diferenças. Uma mulher bêbada age como uma imitação barata de um homem. O álcool é uma droga poderosa e ninguém pode realmente prever os seus efeitos. Depois da terceira garrafa de Tokay, é impossível dizer como você vai se sentir. A roda da intoxicação – nunca se sabe onde ela vai dar. Você não sabe se vai passar a noite inteira rindo, se vai entrar numa briga com um policial ou se vai acordar sem roupas num beco, amarrado a um poste a apenas alguns bairros de distância de onde seus amigos esconderam suas roupas. E nenhuma mulher deveria ficar tão fora de controle. Eu concordo com a Camille Paglia neste assunto – é perigoso demais para uma mulher. Somos iguais, mas diferentes.
Não estou pregando que as mulheres deveriam se abster do álcool. Longe disso! As mulheres deveriam beber um pouco. Assim como fazer massagens, pregar botões e trocar pneus, é uma das habilidades que toda mulher deveria ter – assim como todo homem deveria saber cozinhar, cuidar de bebês e operar a máquina de lavar sem precisar ligar para sua mãe.
As mulheres deveriam poder dar um gole de spritzer ou até – em ocasiões muito especiais – uma pequena taça de vinho branco. Porque não existe nada pior que sair pra jantar com uma mulher, pedir uma garrafa de vinho e ter que bebê-la sozinho. Quando um homem sai com uma mulher que não bebe nada, ele sempre acaba mais bêbado do que pretendia.
Mas o problema é que as mulheres ou bebem muito pouco, ou bebem demais. Ou elas são incapazes de sentir o cheiro do avental de um barman sem ficar completamente bêbadas, ou não sabem quando parar. Quando uma mulher começa a pedir um aperitivo, uma segunda garrafa de vinho e um conhaque, você imediatamente deveria jogar o telefone dela fora. Ela vai ser ruim de papo e igualmente ruim de cama.
A bebida não é um afrodisíaco para nenhum de nós. A bebida não é como tomar um spanish fly – é mais como colocar um pijama hermeticamente fechado. Apesar de tentarmos embebedar as garotas do bairro quando somos adolescentes para que possamos fazer aquilo com elas, na verdade, existe pouco prazer em fazer amor com uma mulher bêbada. Só fizemos na adolescência porque não havia outra possibilidade. Mas na cama uma mulher bêbada ou é totalmente inerte, deitada lá como um peixe morto, ou vai para o extremo oposto e imagina que está num remake de Atração Fatal e fica se balançando em cima da pia até ficar verde e perguntar: “Rápido, onde é o banheiro?”. De qualquer forma, você não está realmente transando com ela. Você está apenas comendo uma bêbada.
Mas, se existe uma coisa pior que uma mulher bêbada, é uma mulher de ressaca. Uma ressaca – boca seca, olhos doloridos, estômago revirado cabeça latejando e uma autodepreciação de doer – é ruim o bastante quando acontece com você. Quando acontece com uma mulher que acorda ao seu lado, é ainda pior. Quem quer acordar ao lado de alguém que está tão mal quanto você?
Então por que elas fazem isso? Por que as mulheres modernas – amigas, colegas, amantes – tentam beber como homens? Por que não conseguem se contentar com algumas taças de vinho espumante e uma porção de amendoim?
Chegou a hora de todos os homens admitirem que não aprovam mulheres bêbadas. Lá no fundo, nenhum homem quer estar ao lado de uma mulher cambaleando, enrolando a língua, rindo alto, falando alto, flertando com qualquer coisa que se mova, vomitando no táxi a caminho de casa, e que em seguida mergulha numa depressão profunda. Nenhum homem quer sair com uma chata ou ir para a cama com um peixe morto. Nenhum homem quer uma mulher bêbada.
Elas nos constrangem, enojam e envergonham. E, mais importante, elas nos fazem derramar nossa bebida.
* Retirado do livro








