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segunda-feira, setembro 21, 2009

Reunion

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Em Goiânia.

Cheguei de Brasília essa madrugada, e depois da maratona que premiou a californiana Eagles of Death Metal como melhor show do Porão do Rock 2009 (emparelhado com o Sepultura) e ferveu em gritos e lágrimas diante do zumbi de uma Legião Urbana decapitada que depois de quase 15 anos resolveu se mover sem a própria cabeça, o foco gira para o nosso quintal e antes de gastar uma lauda e meia falando sobre que aconteceu de bom (e de ruim) no festival candango, as novidades são do Goiânia Noise 2009.


Íkaro Stafford


Aquela onda de saudosismo do Bananada do ano passado (que ressuscitou nomes luminares do rock goiano de outros tempos, como o Mandatory Suicide) alcançou a edição 2009 do Noise. Quem tem mais de 25 anos e acompanhou o circuito rock de Goiânia nos anos 90 muito provavelmente se lembra da Punch, na época a banda mais requisitada da cidade. Depois do lançamento da demo-tape Freedom, do disco Cesium 137 e de colher os frutos do sucesso local, a banda liderada pelo vocalista Íkaro Stafford emigrou e foi testar sua receita nu-metal nos Estados Unidos. Não durou muito, é verdade, e além de uma gravação risível que tentava um diálogo débil entre guitarras em afinação baixa e batuques “genuinamente” brasileiros, a banda ainda percorreu alguns palcos norte-americanos mas não obteve qualquer repercussão.


Depois de desfeita, a maioria de seus membros voltou ao Brasil, mas Íkaro insistiu e depois de cumprir um bom período como vocalista do Ankla (grupo liderado pelo ex-Puya Ramón Ortiz) e se apresentar em festivais do porte da Ozzfest, se estabilizou nos vocais do Imbyra, banda de Hungtington Beach, Califórnia.


Pois bem, depois de tanta explicação vamos ao que interessa: a história reza que uma formação atual do Punch (que só não é a original por causa da bateria, que será assumida pelo Pedro Hic Cup, atualmente no Mechanics e no Sattva) já anda ensaiando suas guitarras (enquanto espera a chegada do Íkaro para assumir o microfone) para se apresentar dentro da programação do Noise 2009.

E rumores ainda cogitam a presença do próprio Imbyra, que ganharia lugar na festa a reboque desta reunião do Punch, mas isso a produção do festival não confirma.



Ricardo Koctus


E ainda sobre o Noise, fora os já confirmados Dirty Projectors, Supersuckers e Wry, quem deve ter lugar garantido na programação é o Ricardo Koctus, que ganha a vida como baixista do Pato Fu mas que agora apresenta sua faceta solo com o disco intitulado singelamente de Koctus. Além dele, voltando ao plano dos boatos, quem também está cotado para vir é o Jumbo Elektro, que divulga o disco novo, conhecido por aí como Terrorist.




* Sendo assim, até agora a programação do Noise é essa:

Confirmados
Dirty Projectors (USA)
Supersuckers(USA)
Wry (SP)
Ricardo Koctus (MG)
Punch (GO)
MqN (GO)
Mechanics (GO)

Esperando confirmação ou desconfirmação
Jumbo Elektro (SP)
Imbyra (USA)





Tchau!

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sexta-feira, setembro 18, 2009

Para Caipiras e/ou Moderninhos

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As vésperas de embarcar pra Brasília para acompanhar mais um Porão do Rock, começo a enxergar, via msn, os primeiros contornos mais nítidos da programação do Goiânia Noise 2009.

Dirty Projectors

Da lista das atrações internacionais o primeiro nome confirmado é o do Dirty Projectors, o quarteto experimental novaiorquino especialista em descascar os entretons vocais da soul-music, costurando seus grooves esquisitos com o engenho futurista da música eletrônica minimalista. O outro nome confirmado é o do Supersuckers, legenda americana do rock alternativo redneck dos anos 90.


Supersuckers


Já na lista dos nacionais, além dos óbvios MqN e Mechanics (se bem que o Mechanics incrivelmente se ausentou do Bananada desse ano), quem deve voltar aos palcos goianos é o Wry, que não se apresenta na cidade desde o Bananada de 2005 ou 2006, salvo engano.

Divulgando seu novo álbum, She Science, o Wry guarda na manga mais dois lançamentos para breve: seu tributo pessoal ao independente nacional, intitulado National Indie Hits; e Long-Term Memory of an Experience, que deve acumular, no fim do track list, as quatro faixas de Whales and Sharks, o EP gravado durante a estada da banda em Londres e nunca lançado oficialmente no Brasil.




Vou ali em Brasília e já volto. Mas antes, de lá mesmo, devo chegar aqui pra dar notícias.


Tchau!
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Carona de Encaixe

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quinta-feira, setembro 17, 2009

PUTZ!

Parece que o tal show surpresa marcado para o segundo dia de Porão do Rock, domingo - dia 20, será de nada mais nada menos que da...




...Legião Urbana!

Pelo que andaram cochichando por e-mail e via twitter durante esta tarde abrasiva que o sol causticante finalmente tá levando embora, o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá convidaram o cantor Toni Platão para substituir Renato Russo (não tem algo de ridículo em "substituir Renato Russo"?), mas aparentemente o vocalista declinou do convite. Parece (eu disse parece) que a solução para os dois legionários sobreviventes foi convidar colegas de bandas contemporâneas (anos 80, obviamente) para assumir o microfone.


Tá, nem precisa dizer que ressuscitando a Legião (que estava bem melhor na condição de falecida) alguém está a fim de encher o bolso, mas não dá nem pra reclamar: a essa altura do campeonato, uma Legião Urbana trazida do mundo dos mortos depois de 15 anos e suturada porcamente com remendos flácidos de um tempo que felizmente não volta mais, seria um fato quase tão inofensivo quanto a atual carreira dos Titãs, ou o mau-humor matinal de um recém-nascido.
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Atentado Terrorista Vegetariano

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Clique na imagem para ampliar.



















No Future!

Depois de "Climax", "Slumber" e "Fever", o Mechanics subiu pra web mais um vídeo-clipe extraído de Music for Anthropomorphics. Desta vez a faixa escolhida foi "War", e o filme foi resultado da experimentação animada da conhecida parceria entre a banda e o ilustrador e quadrinista underground Fábio Zimbres, que trabalhou ao lado do grupo em toda a concepção estética de Music for Anthropomorphics - disco e livro. A direção e a animação são assinadas por Christian Caselli.





O videozinho ganha lugar na programação da Mtv a partir de domingo agora, dia 20, nos programas Lab BR e Lab Now.

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quarta-feira, setembro 16, 2009

Serviço Completo!

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terça-feira, setembro 15, 2009

Sorriso Amarelo

O Vaca Amarela, principal festival da segunda onda do novo rock goiano, segue firme no calendário dos principais eventos culturais da cidade, mas ao mesmo tempo em que ganha evidência pelo que já construiu, em sua oitava edição apresentou a programação mais insípida da folhinha.


Canastra


No primeiro semestre o Bananada já havia decepcionado com um line-up praticamente sem destaques, e a despeito de qualquer coisa o Vaca Amarela 2009 fez coro e seguiu os passos do primo-referência. Tudo bem que num balanço final o primo-pobre ainda leve uma vantagem proporcional, já que a argentina Los Cocineros, os cariocas do Canastra e a local Umbando salvaram a noite de sexta-feira do tédio (não vi o Kabiotó, que só me fustiga a curiosidade por causa das veementes recomendações do Diego de Moraes).


Se na edição de 2007 o festival apresentou novidades instigantes como o Satanique Samba Trio e grandes referências do underground nacional como a Patife Band, e em 2008 os horários nobres tenham sido reservados para notáveis históricos do calibre de Lanny Gordin, e emergentes-com-algo a-dizer como Forgotten Boys, Vudú (Arg.), Porcas Borboletas, Autoramas, Terra Celta, Mugo e o Filhos de Maria e Madalena (este último já extinto, ou pelo menos inativo), em 2009 o recheio do bolo foi bem menos convidativo, e mesmo que suas poucas cerejas tenham feito muita gente lamber os beiços, no geral a receita não convenceu.


No sábado, cujo chamariz maior era o hardcore melódico fossilizado de um Dead Fish tão caduco quanto infantil, talvez o que me tirasse de casa fosse o show do Mugo (na atualidade a única banda goiana capaz de fazer frente ao hype inflado de um Black Drawing Chalks vendido a peso de Queens Of the Stone Age), mas como o grupo se apresenta sábado que vem no palco principal do Porão do Rock em Brasília, logo depois do Eagles of Death Metal, me permiti a ausência.



Na verdade, minha "viagem" à Brasília é motivada principalmente pela rainha argentina do lo-fi noventista El Mato A Un Policia Motorizado, e Eagles of Death Metal, Sepultura e, vá lá, Cachorro Grande, são apenas bônus generosos, mas isso é assunto pra semana que vem.

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Metaaaaaau!

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segunda-feira, setembro 14, 2009

Welcome Back!

Confirmando uma das melhores notícias do independente brasileiro em 2009, o primeiro show do Violins desde sua (segunda) ressurreição foi em Belo Horizonte, no festival Garimpo, no finde passado. Lá no palco mineiro a formação clássica do grupo dono de uma das mais relevantes discografias do atual rock brasileiro reeditou os sucessos de 4 de seus 5 discos diante de fãs emocionados, guardando espaço até para música nova, caso de "Sinal de Trânsito", inteiramente receptiva ao vosso play aí embaixo:




Aos fãs locais resta a paciência, ainda que eu seja capaz de apostar que um show no quintal de casa não demore (nem um sucessor para A Redenção dos Corpos).

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Separados no Nascimento!

Nem só de Pedrinhos, Donas Vilma e Senhoras do Destino sobrevive o troca-troca nas maternidades. O bom humor do pop que o diga:
















Falando sério - Como você deve saber, o festival Vaca Amarela ocupou o fim de semana (e o Martim Cererê) com umas duas dúzias de shows. Mas, na sexta-feira, o que valeu a pena mesmo foram as apresentações da carioca Canastra e do ressucitado Umbando - grupo que andava distante dos palcos, mas que voltou à tona e, de posse das atenções de um teatro Pyguá lotado, transformou a arena em pista de dança e finalmente anunciou o lançamento de seu primeiro disco, em show especial lá no Circo Lahetô.


E antes de voltar aqui pra começar a falar do que nos espera sábado que vem, no Porão do Rock em Brasília, eu digo porque a dobradinha Canastra-Umbando foi a melhor coisa deste fim-de-semana que infelizmente já acabou.


Ok?

sexta-feira, setembro 11, 2009

Plug-Ins para Firefox!

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Vi no Failblog.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Mugo - O Clipe de Screams



O Mugo, um dos grupos goianos mais bem sucedidos dos últimos tempos, finalmente disponibilizou o vídeo-clipe de “Screams”, o empolgante primeiro single de Go To the Next Floor, sua estréia em disco.




A convite do diretor do clipe, Antônio Guerino, levei o Goiânia Rock News pra acompanhar as gravações do filminho, no semestre passado, e no set cheguei a duvidar que a figuração feita pelos amigos e curiosos em geral, convocados via Orkut, fosse fazer alguma diferença. Achei que o pessoal, acanhado pelas lentes das câmeras, não ia entrar na onda, e que a vibe de Mugo-Crew que o diretor tinha a intenção de imprimir às imagens fosse ficar murcha.


Ledo engano. Testemunhei a pequena multidão enlouquecer diante das câmeras e, espiando pelo monitor do Guerino, revisei ali mesmo minha desconfiança. E ainda que o clipe mastigue os clichês de vídeos do gênero, o resultado funciona exemplarmente bem: Fiquei mesmo com vontade de pular e fazer cara de mau!


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quarta-feira, setembro 09, 2009

Reinado Requentado (atualizado)

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O Porão do Rock ainda não confirmou seu line-up completo, mas pros saudosistas de plantão a notícia deve ser boa.


Little Quail: Zé Ovo redivivo?


O domingo - dia que o festival reservou para uma espécie de auto-elogio, requentando a história caduca daquela Brasília que um dia teria sido a capital brasileira do rock - ressucitará por uma hora inteira nomes outrora cultuados localmente (e alguns, vá lá, nacionalmente): Little Quail and the Mad Birds, Escola de Escândalo e Fallen Angel/Dungeon retornarão à vida para essa única apresentação, dividindo as atenções com Detrito Federal, Paralamas do Sucesso, Plebe Rude, Raimundos, Rafael Cury & the Booze Bros, Móveis Coloniais de Acaju, Elffus, Di Boresti, Rocan, Scania, Superquadra e Watson, além de M.Roots (ex-Maskavo Roots) e Oscabeloduro.

Mas para antes da festinha privê de domingo, que provavelmente vai garantir minha volta antecipada pra casa, no sábado (além de Ludov (SP), Mindflow (SP) e Melda(MG)), o "fenômeno" goiano Black Drawing Chalks ganhou vaga nobre no palco principal e, segundo programação divulgada no blog do festival, toca imediatamente antes do Eagles of Death Metal, que antecederá a também goiana Mugo (!).


Peraê, a principal atração internacional confirmada até agora espremida entre as duas bandas mais bem sucedidas do rock goiano em 2009? Estranho, muito estranho...






VAZOU - Parece que The Resistance, o novo do Muse, finalmente escapuliu pra web. Por enquanto eu, que carreguei um arquivo fake no mp3 player durante um dia inteiro antes de descobrir o embuste, só dei umas orelhadas, e portanto ainda não tenho como opinar sobre se é, ou não, o disco finalizado de fato. E você, já descolou um link?


1- Uprising
2- Resistance
3- Undisclosed Desires
4- United States Of Eurasia (+ Collateral Damage)
5- Guiding Light
6- Unnatural Selection
7- MK Ultra
8- I Belong To You (+ Mon Coeur S’Ouvre A Ta Voix)
9- Exogenesis: Symphony Part I (Overture)
10- Exogenesis: Symphony Part II (Cross Pollination)
11- Exogenesis Part III (Redemption)




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UPDATE - Viu o Fernando Catatau, guitarrista e líder do Cidadão Instigado, alfinetar a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes) e todo o circuito de festivais em matéria da Rolling Stone Brasil, assinada pelo Leonardo Dias Pereira?

"Acho esses festivais e a entidade que os organiza [Abrafin] uma máfia. São sempre as mesmas bandas e toda vez que nos chamam é pra fazer show quase de graça. Não tenho mais idade pra desvalorizar a minha música. Até brincamos entre a gente que vamos fazer a Abramim - Associação Brasileira dos Músicos Independentes".



Taí, gostei!
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terça-feira, setembro 08, 2009

Efervescência Inédita do Indie Nacional?!?!?!

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Líder de uma dos melhores grupos do underground nacional (que segue na turnê de lançamento de seu sexto álbum, She Science), em entrevista ao Goiânia Rock News
Mário Bross garante que depois de sete anos como banda-imigrante, o Wry se despediu da Inglaterra com um sentimento de missão cumprida e um novo modo de enxergar o Brasil e a música brasileira. Vai lendo:



Depois de 7 anos vivendo na Inglaterra, o que o Wry trouxe de lá?

Acho que a experiência mesmo de viver fora, sair da casa da família e
se tornar independente, isso no lado particular. E com a banda foi
redescobrir a própria sonoridade, tocar com bandas legais e conhecer
pessoas interessantes. Foi legal ser elogiado por pessoas como Kevin
Shields
e Steve Lamacq. Posso até dizer que aprendemos a escrever
melhor as nossas musicas, tomando um ponto de vista britânico de
composição pra daí poder experimentar mais.

Foi maravilhoso, pra te dizer a verdade. Inesquecível!




A volta para o Brasil pode ser interpretada como um fracasso dos planos da banda na Inglaterra?
Bem longe disso! Nossos planos eram menores do que realmente aconteceu com a gente. Nos sentimos realizados. Para falar a verdade, nosso medo era nem fazer show por lá, aí sim seria foda! Graças a Deus conseguimos mais do que almejávamos.


Essa vinda ao Brasil é um retorno de vez, ou a banda planeja voltar ao estrangeiro?
Voltamos de vez! Com certeza iremos (à Inglaterra) para tocar ou visitar amigos, mas chega de ser imigrante! (risos)


Quais os melhores shows a que você assistiu no Brasil? E na Inglaterra?
Assim de cara me lembro de um show do Fugazi em Piracicaba (que não é nossa cidade, como você colocou um dia aqui no blog) e um do Oasis no Rock n' Rio. Na Inglaterra, os cinco shows que vi do My Bloody Valentine foram os melhores da minha vida.


She Science traz algumas faixas cantadas em português. O que te levou a compor também em português? Está escutando mais música brasileira?
Sim, com certeza! O fato de morar lá me deixou muito nostálgico e com muita saudade. Agora vejo a musica brasileira de uma outra forma. Não que eu vá gostar de qualquer coisa, mas é diferente. Adoro muitas bandas e cantores brasileiros agora.


Em relação ao que, um dia, pudemos chamar de “estética-padrão” do Wry, She Science (e, um pouco antes, Whales and Sharks), revelou novas características sonoras, enquanto deixava outras singularidades costumeiras de lado. Como se deu essa transformação?
O que fazemos agora reflete mais o trabalho da primeira demo, a Morangoland. Sempre gostei do que gosto hoje, e agora de mais coisas ainda. Mas talvez o que aconteça nesse momento é que fazemos o som que buscávamos há muito tempo, super simples, nada demais. Mas bandas que nos influenciavam, como The Who, já não nos influenciam mais. Adoro eles ainda, mas não é o que gosto de fazer e isso se estende aos outros caras do Wry. Queremos é experimentar mais e buscar novas sonoridades que estão ainda escondidas dentro da gente.


Qual é o melhor disco do Wry?
Whales and Sharks, o EP.


Depois de 14 anos de banda igualmente divididos entre Brasil e Inglaterra, na sua avaliação qual a maior diferença entre o underground britânico e a atual cena da música independente brasileira?
Na Inglaterra tem centenas a mais de promoters, clubes, bandas e gravadores, de rock ou vertentes do rock. Rock lá é muito antigo, e não digo que isso seja um elogio. A principal diferença é a idade, aqui é muito mais novo do que lá e isso implica em diversas coisas.


Dessa efervescência inédita no indie nacional, quais bandas te fazem sair de casa pra assistir a um show?
Ainda não acompanho essa "efervescência inédita do indie nacional", estou ligado em outras coisas do Brasil, como Duelectrum de São Paulo, A Sea of Leaves de Santos, Gray Strawberries de Indaiatuba, Team.Radio de Recife, Herod Layne de São Paulo, entre outras. E são elas que sairia de casa pra ir assistir.


E do novo pop mundial?
Pop mundial novo não escuto nada, nem sei o que está acontecendo.
Fiquei sabendo que o Michael morreu e escutei Michael nesses dias. O
que eu escuto é A Place To Bury Strangers, Skywave, The Early Years, Beatles e My Bloody Valentine.







MAIS - Leia também o review de She Science.
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sexta-feira, setembro 04, 2009