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terça-feira, setembro 04, 2012

Criolo e Orquestra - Não Existe Amor em SP



No mínimo curiosa essa versão do Laudz pro hit máximo do Criolo.





Que será que o autor pensa sobre isso?










Criolo perde a cabeça no RJ



Criolo em Goiânia - recorde de público (assista)






quinta-feira, março 29, 2012

Criolo em Goiânia - Recorde de Público



O Criolo já tocou em Goiânia, mas a cem reais o ingresso numa boate cafona no alto do Bueno, e isso conta pouco. Perto do fim do show do último dia 27, diante da multidão que enchia o Centro de Eventos da UFG, Daniel Ganjaman passeava pelo palco filmando a plateia antes de assumir o microfone e recitar de memória as maiores lotações do show do Criolo, para, enfim, proclamar aquele como o recorde de público do rapper paulista, antes de ser engolido pela ovação ensurdecedora.





Antes disso teve de tudo. Criolo fantasiado de Lobo Mau, a pressão de uma banda em sua melhor forma, algumas das maiores músicas da nova MPB, turma de crianças invadindo o palco e até um alô atencioso pro Ivo Mamona, com direito a coro de “Na Periferia”.

Mas apesar do discurso militante pró-rap nacional, Criolo não se veste como a média dos rappers e evita os trejeitos típicos do gênero, assumindo no palco uma postura cênica incomum no hip hop brasileiro. E é natural que seja assim, já que Nó na Orelha – seu segundo disco e motivo da fama recente, está longe de ser simplesmente um disco de rap, ainda que contenha alguns raps.




O saxofonista Thiago França estava particularmente inspirado e com o improviso frenético que antecede o fim de “Bogotá” ganhou a reverência pública do cantor, que apresentou os demais músicos com o mesmo carinho. Aliás, um dos grandes trunfos de Nó na Orelha é a banda, escolhida a dedo e capitaneada pelo Ganjaman, que azeitou a formação à perfeição e hoje rege um dos melhores shows do País.




Na saída da festa falava-se numa palteia de cinco mil pessoas dentro do Centro de Eventos. Mas fosse quatro ou seis a contagem não faria muita diferença depois que Criolo e banda agradeceram ao público e deixaram o palco ainda mais satisfeitos que a massa suarenta que escorria para o ar livre pelas portas de vidro embaçado.