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quinta-feira, abril 11, 2013

Os Mutantes em Goiânia?



Não é a primeira vez que esse boato circula pela cidade, mas parece que agora é sério. Há quem garanta que Os Mutantes (sem o Arnaldo, só com o Sérgio Dias) desembarca no palco do Bolshoi no começo de julho com o show do disco novo. Depois segue para Brasília, onde se apresenta no Museu da República. No momento a banda se encontra em turnê pelos EUA.




Muita gente torce o nariz pra esse Mutantes ressuscitado, eu mesmo não fiquei convencido com aquele Haih or Amortecedor, mas ao contrário dessa mesma maioria eu gosto de muitas coisas daquele Mutantes pós-Rita Lee e até mesmo da fase pós-Arnaldo Baptista.

Depois de direcionar a banda no caminho do rock progressivo com O A e o Z, Arnaldo deixou o grupo, partiu pra carreira solo e, em 1974, lançou o fundamental Loki?. No mesmo ano Sérgio Dias, depois de remendar os Mutantes, lançava Tudo Foi Feito pelo Sol, disco que na opinião da casa está ali, pau a pau com os melhores títulos do conjunto.

Já vi Os Mutantes ao vivo depois da ressurreição, no SWU de 2010, e mesmo que essa formação que, dizem, vem a Goiânia seja só mais um frankstein que o Sérgio Dias costurou, se a notícia se confirmar vou lá no Bolshoi assistir de perto e tenho quase certeza que vai ser bem divertido.









Los Mutantes



Sicodelia brasileira




segunda-feira, agosto 06, 2012

A Mágica Deriva dos Elefantes



Saiu o disco novo do Supercordas, segundo registro da banda carioca.




Vi um show do grupo na turnê do primeiro álbum, Seres Verdes ao Redor, e esse cartão de visitas não foi lá essas coisas, já que a apresentação não me segurou mais de 15 minutos diante do palco. Depois disso escarafunchei a lista do disco, mas mesmo no conforto dos meus fones de ouvido o som não bateu.





Mas como A Mágica Deriva dos Elefantes conta uma outra história, seis anos depois da estreia, estou aqui de novo gastando uma onda com as viagens do quarteto (e até agora o pacote está rendendo mais que a première).

























quinta-feira, julho 12, 2012

Sicodelia brasileira



No fim da adolescência (e no começo da vida adulta) minhas preferências musicais ainda se dividiam, basicamente, entre o rock pesado e a mpb. Claro que a partir dessas duas matrizes minha discoteca foi se ampliando e meu desprezo pelas patrulhas de gosto foi selecionando o que de melhor existia em cada gênero musical.





Num resumo rápido dá pra dizer que do Slayer eu pulei pro Caetano; dele pro Corrosion of Conformity; do C.O.C. pro Jards Macalé; do Macalé pro Pantera; do Pantera pro Gilberto Gil e do Gil pr'Os Mutantes. E enquanto descobria a discografia d'Os Mutantes fui exercendo minha curiosidade e fuçando o baú da psicodelia nacional. Pouco depois dos 20 anos eu já colecionava algumas gemas e gastava horas diante da vitrola com meus discos d'O Terço, Casa das Máquinas, Barca do Sol, Bixo da Seda, Moto Perpétuo, Liverpool e tantos outros.


E essa pequena digressão, explico, foi motivada pela descoberta do livro Psicodelia Brasileira - Um Mergulho na Geração Bendita, que eu ainda não li. Não li e nem sei se é bom ou ruim. Mas já que o texto, escrito como um TCC, ganhou versão online e está disponível para download gratuito aqui, não custa tentar.


















Psicodelia plástica