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quinta-feira, outubro 14, 2010

SWU

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Acompanhando a repercussão dos dois últimos dias do SWU, tive que amargar um arrependimento tardio de não ter chutado o balde e ficado lá em Itú. Mas como o capitalismo rules, cá estou moído de remorso por ter ido ver o Mars Volta fazer o que eu julgava impossível e mesmo assim ter tido coragem de abandonar a festa antes de gente como Regina Spektor, Kings of Leon, Dave Matthews Band, Queens os the Stone Age e Incubus cumprirem seus papéis.


Posicionamento estratégico diante do palco do Mars Volta.
Foto: Luiz Antena


Mas o gosto que o SWU deixou pra quem, assim como eu, só se permitiu participar do sábado – primeira das três noites, foi tão saboroso que o pesar por ter perdido alguns dos shows mais interessantes do planeta hoje fica quase consolado pela lembrança da monstruosa convulsão coletiva provocada pela força assustadora da apresentação do Rage Against the Machine, pela impressionante exatidão do radicalismo instrumental do Mars Volta, pela candura psicodélica de um Mutantes remendado-mas-ainda-comovente, ou até pela surpreendente eficiência do frenetismo dançante do Infectious Grooves.

Enfim, ainda que eu tenha tido que abortar a apoteose no início, dá pra dizer que a festa foi bonita (e não me interessa se você, infeliz acampado, sofreu horas por dia para conseguir comer ou tomar um banho).





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