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segunda-feira, abril 30, 2012

Macaco Bong Inédito



Quem deu a letra foi o baterista Ynaiã Benthroldo:







Em meio a um momento de reconfiguração da banda e do processo de gravação do disco, achamos uns arquivos "das antigas" , como diria lá em Cuiabá.

São dois temas que acabaram não dando em nada. Gravamos em um ensaio no estúdio TRAMA, que fizemos em 2010. As musicas acabaram não tomando forma, ou sendo deixada de lado naquele momento; Mas foram arquivadas e arquivo, é arquivo. :)

Foi gravado com Ney Hugo no baixo. Em uma Jam. Tínhamos tempo livre e aproveitamos para brincar um pouco. Eram ideias que já estavam sendo discutidas e trocas em ensaios anteriores.. ai gravamos take one. Tiro único... Fley! São dias músicas, "Buzina" e  uma tiração de onda com o Billy Corgan. A melodia da musica fazia a gente lembrar-se dele, e de sua musica... Tinha uma voz, uma tiração de onda mesmo...  
hehehe. 


Lá no nosso soundcloud tem mais um BootLeg que subimos semana passada.  Esse já é mais sério. rs.  É um ensaio que gravamos já com Gabriel, aqui em BH. Onde estamos fazendo a pré do disco e do show. A musica se chama "Seu João Explica", e já estamos tocando ela nos shows.














domingo, abril 29, 2012

Violins no Diablo


Há algum tempo longe dos palcos, sexta feira passada o Violins tocou no Diablo Pub com a casa lotada. 





No próximo domingo a banda se apresenta novamente, dessa vez no Bananada 2012, mas foi lá no palquinho do Diablo que o grupo pôde tocar sem preocupação com o relógio e resgatar alguns de seus pequenos clássicos como "Grupo de Extermínio de Aberrações", "O Piloto Russo na Aldeia Suskir" e até "Ok, Ok", que arrancaram um coro comovido de uma plateia atenciosa e que contava com Fabrício Nobre, Edimar Filho (Black Drawing Chalks) e o produtor Gustavo Vasquez entre seus membros mais entusiasmados.




















Antes e Depois



Criolo encarna Cartola na capa do clássico Verde que te Quero Rosa (1977). 

1. Gustavo Galo da Trupe Chá de Boldo (como Arnaldo Baptista); 2. Romulo Fróes (Caetano Veloso); 3. Naná Rizinni (Rita Lee); 4. Felipe Cordeiro (Sérgio Dias); 5. Rodrigo Campos (Tom Zé); 6. Hélio Flandres (Rogério Duprat); 7. Nina Becker (Nara Leão); 8. Marcia Castro (Gal Costa); 9. Marcelo Jeneci (Torquato Neto); 10. Emicida


Tirando o bom-mocismo do lápis do Criolo no lugar do cigarro do Cartola, a comparação gráfica é do caralho. Mas, pra falar a verdade, achei meio caída essa nova turma tropicalista. Faria, pelo menos, umas seis ou sete substituições.



Vi aqui.


















sábado, abril 28, 2012

Curumin+Emicida+BNegão



Enquanto estava em Recife deixei passar o lançamento do novo do BNegão, o vazamento-relâmpago de uma versão não-oficial do novo do Curumin (logo abafado pela produção do artista, que prometeu links oficiais grátis a partir de segunda feira), e o clipe novo do Emicida:









Apesar de ter conseguido derrubar boa parte dos links ilegais de Arrocha, Curumin botou as faixas oficiais pra jogo em seu soundcloud.











Criolo - Antes da Fama




BNegão & Seletores: Alteração + Reação







Isso Não É Macaco Bong, Ok?



O recado é do Kayapy:





Enquanto tudo esta encaminhado para voltarmos a estrada a partir do mes que vem,cada um tira seu tempo como Pode, Ynaiã Benthroldo: esta o dia inteiro tocando batera,Comendo,estudando e fazendo exercicios, disciplAine Morô?


Gabriel Murilo esta na venezuela dando um 10! Pah!.. carregando as energias pra entrar em turne com a banda a partir do Mês que vem. Dando Oficinas de mùsica de um projeto de mùsica da UFMG com vários mùsicos mineiros Pela Venezuela.   


Enquanto isso, ja que estamos com tudo Encaminhado para os proximos shows do This is Role,estamos tambem tirando um 10 por aqui e estou criando Live Sessions, não propriamente um trampo,digamos,è o que faço nas horas vagas! rs..  e pra evitar aqui alguma (Errata) logo.. hehe. ja coloquei o nome do track de ( Isso não è Macaco Bong).para evitar que misturem as bola..  sacolé?? ^^  Nos tempos vagos criar (lives) è um trem legal p/ carai! 














Macaco Bong no Rolê




Macaco Bong + Camarones Orquestra Guitarrística






Começou



E o primeiro show foi do Gloom.


















































sexta-feira, abril 27, 2012

Violins + grnews + Clube Recreativo do Escambo



Logo mais o Violins lança o clipe de "É Como Está" e a versão física de seu último disco, Direito de Ser Nada, lá no palco do Diablo Pub.




E pra animar a pista divido os cd-jotas com o chapa Ivan Pedro, do Clube Recreativo do Escambo. Te vejo lá?











Rain Machine no Diablo Pub




Violins - É Como Está (O Clipe)











Abril pro Rock - A Terceira Noite


Já de volta a Goiânia.


Antibalas
Fotos: Uliana Duarte


Na segunda feira pós-festival resolvi bancar o turista e assar o lombo sob o sol do Recife antigo. Depois de passear por ali fui enganado por um taxista que deu voltas e mais voltas antes de me deixar no Alto da Sé, em Olinda. Lá, após contemplar a incrível vista panorâmica do mirante no prédio da caixa d'àgua, deixei o sol se pondo e fui mastigar alguma coisa no Beijupirá, restaurante metido a classudo mas incapaz de emitir uma nota fiscal. Já a terça feira eu gastei toda conhecendo as instalações da Unimed local, acompanhando a Uli - que administrava uma forte intoxicação alimentar (e pra completar o infortúnio, tive uma crise alérgica das mais incômodas). No dia seguinte, com a situação remediada, segui para Porto de Galinhas, onde a pousada Eco Porto foi a redenção depois de tanto desconforto. No balneário havia uma filial do Beijupirá, mas não quis repetir a experiência ruim de Olinda e escolhi outro lugar pra jantar: os camarões flambados no uísque do Munganga Bistrô (com purê de moranga, queijo-manteiga e espinafre)  foram a melhor coisa que comi durante minha estadia em Pernambuco.

O dia seguinte foi cheio de check-ins, embarques e desembarques, até que cheguei de volta ao lar. Dito isso posso rebobinar a fita e voltar até o começo da noite de domingo passado.


 Mundo livre S/A

O último dia de ApR reservava alguns dos shows mais esperados do line up. Pelo menos por mim, já que a contagem de público foi a mais baixa das três noites de festival. Cheguei ao tablado nas últimas notas da apresentação do Léo Cavalcanti, seguido pela novaiorquina Nada Surf, que acumulou parte da plateia diante do palco enquanto desfilava suas canções baseadas na voz doce de Matthew Caws. Como seria de se esperar, "Popular" foi o ponto alto do show, com direito ao coro emocionado do público.


Nada Surf 


Presente na primeira edição do Abril pro Rock, o Mundo livre S/A fez a apresentação mais simbólica do aniversário de 20 anos do festival. "Livre Iniciativa", sambinha distorcido e maior sucesso de Samba Esquema Noise - o disco de estreia do grupo, ganhou um discurso rápido e marcou o paralelo íntimo entre a carreira da banda e a trajetória do ApR.

Na sequência fui surpreendido pela também novaiorquina Antibalas, que ocupou o palco antes do previsto para fazer, talvez, o melhor show do festival. Misturando temas de todos os seus cinco discos com faixas ainda inéditas (constantes no próximo álbum que deve sair em setembro), além das óbvias citações ao Fela Kuti, a orchestra condensou seu set em cerca de uma hora e apesar da evidente disposição de seus músicos a apresentação não teve bis.


Otto em meio ao público: Street Cannabis Street


Logo depois Otto trouxe sua banda ao palco e fez um show bastante inspirado. O apogeu cênico da apresentação foi durante "Dias de Janeiro", quando o cantor desceu do tablado e circulou entre os fãs, inclusive compartilhando com alguns deles baforadas do que parecia ser um baseado. Também sem bis, o show foi encerrado com a apoteótica "6 Minutos", cantada em coro por boa parte da audiência.


Fechando o festival, a luso-angolana Buraka Som Sistema fez o improvável. Já avançando na madrugada de segunda feira, o batidão do grupo tomou de assalto os últimos presentes no Chevrolet Hall e teve a resposta de público mais frenética da noite. Baseando sua mistura eletrônica no kuduro angolano, o BSS submeteu centenas de pessoas a uma coreografia ribombante, cujo entusiasmo deu a impressão de que a noite havia acabado de começar. O apelo percussivo dos dois bateristas e a performance elétrica do trio de vocalistas mantiveram o público em intenso movimento até depois das duas da manhã, quando a banda convidou a plateia para o palco, encerrando a apresentação com “We Stay Up All night”.




























domingo, abril 22, 2012

Abril pro Rock - A Segunda Noite



Quando cheguei à arena do segundo dia de Abril pro Rock o Hellbenders tinha acabado de descer do palco que já estava ocupado pelo Leptospirose, e se a música do grupo do interior paulista não apresenta nenhuma novidade (o que circunscreve seus admiradores aos aficcionados no gênero) a verve humorista do vocalista Quique Brown garante a diversão dos não iniciados.


Brujeria
Fotos desse post: Uliana Duarte


Já a italiana Cripple Bastards abriu mão do carisma e manteve sua britadeira maçante ligada durante uma hora inteira, o que me afastou do palco pelo mesmo período de tempo. Já o Ratos de Porão, comemorando 30 anos de carreira, desfilou seus clássicos punk para uma plateia disposta. "Morrer", "Velhus Decreptus", "Beber Até Morrer", "Crucificados pelo Sistema", entre tantas outras, mantiveram cerca de 8 mil pessoas em violenta atividade nas rodinhas de pogo.




Ao vivo as músicas do Brujeria ganham um impressionante impacto cênico com as performances mascaradas do grupo e do vocalista Pinche Peach (único membro que se apresenta com o rosto descoberto), e  o carisma que faltou ao Cripple Bastards sobrou no show do grupo chicano. "Matando Gueros", "Cruza La Fronteira", "Colas de Rata", "La Migra (Cruza la Frontera II)" e sua versão canábica para o hit "Macarena" quase exauriram um público já cansado e devem ter preocupado os membros do Exodus, que se apresentaria na sequência. Assumindo o palco pouco antes da uma da madrugada a banda americana lidou com a casa em franco esvaziamento, mas ainda conseguiu acumular um público considerável diante do tablado.


Ratos de Porão


Saí de lá antes do fim, para secar o suor do corpo com umas geladas no IRAQ - barzinho improvisado num fundo de quintal (o que me fez lembrar do Suvaco do Brasil, endereço parecido em Goiânia). Hoje, depois de um almoço farto à base de camarão com alho seco na Casa de Banhos, sigo novamente para o Chevrolet Hall para conferir os shows de Antibalas, Otto, Buraka Som Sistema, Mundo Livre SA e Nada Surf.



Até amanhã.









Tom Zé + Amarante






Rain Machine em Goiânia - Antecipando os Melhores do Ano 





Fora Marconi II - Ontem nas Ruas de Goiânia



Mesmo há mais de 2.000 km de distância, ouvi daqui do Recife o barulho do segundo Fora Marconi. Sente só (as fotos são do Eduardo Carli de Moraes):

















Vi no FB do Depredando o Orelhão, e tem muito mais fotos lá.










Fora Marconi I - Veja as Fotos




Marconi Perillo: No Ventilador









sábado, abril 21, 2012

Abril pro Rock - A Primeira Noite


Pouco depois de chegar ao Recife eu já estava sentado num boteco do Mercado de Madalena, tomando  cerveja e comendo fava frita com carne de sol, tudo dica do Alan (nosso anfitrião também é um dos ilustres diretores de Di Melo - O Imorrível, filme do qual já falei aqui.)


Fotos desse post: Uliana Duarte
(Clique na imagem para ampliar)

No começo da madrugada, já na arena da primeira noite do Abril pro Rock, mais de 15 mil pessoas se apertavam por uma visão melhor do palco em que um Los Hermanos disposto e bem humorado enfileirava hit atrás de hit. A catarse coletiva atravessou as cerca de duas horas da apresentação de reencontro da banca carioca com seu público, reconfirmando o repertório do grupo como o mais significativo da última década dentro da música pop brasileira.


No stand da Converse, 
vídeo sobre a marca no Goiânia Noise
(Clique na imagem para ampliar)

Começando com "Além do que Se Vê", Camelo, Amarante e cia emendaram "O Vencedor", "Retrato pra Iaiá" e "Todo Carnaval Tem Seu Fim", passeando pelas faixas de seus dois principais discos Bloco do Eu Sozinho e Ventura, para só depois desviar o setlist para "O Vento" e "Morena" (do álbum Los Hermanos 4).  "Sentimental", "Do Sétimo Andar", "Condicional", "Conversa de Botas Batidas", "Deixa o Verão",  "Último Romance" e até uma música inédita (entre várias outras) se misturaram na segunda metade da apresentação. Para o bis, outra inédita ainda sem nome seguida por "Casa Pré-Fabricada" e as duas únicas do primeiro disco, "Tenha Dó" e "Pierrot".


(Clique na imagem para ampliar)


Antes disso, no começo da noite, o Somato (de SC) tocou com a casa vazia. Depois, o Tibério Azul ajuntou uma pequena audiência no gargarejo, mas o ponto mais alto de seu show foi a participação instrumental do pianista Vítor Araújo. Quando A Banda Mais Bonita da Cidade assumiu o palco a multidão já estava formada à espera dos Hermanos, mas foi simpática com os curitibanos a despeito da insipdidez de suas músicas. O apogeu óbvio veio no fim, com o blockbuster digital "Oração" - único momento de real ovação.




Hoje, daqui a pouco, a festa continua com a noite dedicada à música pesada. A presença goiana no line up é garantida pelo Hellbenders e, além de Ratos de Porão e Cripple Bastards,  hoje é dia de Brujeria e Exodus.   









Mana - A Nova do Amarante













sexta-feira, abril 20, 2012

Em Recife Por Uns Dias



Embarco hoje pro Recife, pra acompanhar o aniversário de 20 anos do Abril pro Rock.




Descobri tarde demais que TODOS os hotéis da cidade (e quase todos os de Olinda) estão lotados por causa dos dois shows do Paul McCartney, no sábado e no domingo, mas acabou dando tudo certo. De maneira que a partir de sexta feira, 20/04, o blog entra em estado de suspensão e só volta em boletins rápidos, já de Recife.



Até a volta.






















quinta-feira, abril 19, 2012

Emicida + Neymar




É sério.








Tom Zé + Amarante





Juntos no próximo disco do baiano.








Curumin - Arrocha (Pré-Venda)



Arrocha, o terceiro disco do Curumin, já tá na rua.






Mas por enquanto só pra pré-venda na Vinyl Land. A versão online já já aparece por aí...




















Rain Machine em Goiânia - Antecipando a Lista dos Melhores de 2012



Sexta passada o Rain Machine tocou lá no Diablo Pub. Duas novidades pra mim: nunca tinha visto o RM ao vivo, nem ido ao mais novo clubinho rock da cidade. Chegamos mais cedo, eu a Uli, pra entrevistar o Kyp Malone e o Grey Gersten e fazer umas imagens da passagem de som.




Rain Machine não é uma banda convencional e o minimalismo barulhento das guitarras por cima da batida enxuta é só um realce para os impressionantes dotes vocais do Kyp Malone, que resume na voz desde o rock alternativo clássico até os arrepiantes spirituals do gospel americano. Grey Gersten, que se revezava entre baixo e guitarra, é um coadjuvante discreto (ainda que ruidoso) e na bateria o brasileiro Sérgio Ugeda (Diagonal, Debate, etc.) foi um substituto de luxo.


Se no TV on the Radio o Kyp Malone dá vazão à sua veia mais pop (ainda que de um jeito muito próprio), no Rain Machine a preocupação parece ser outra e, quase engolidas pela escuridão de néon do Diablo Pub, canções como “Give Blood”, “Desperate Bitch” e “Smiling Black Faces” assumiram uma grandiosidade dramática comovente. A plateia cheia não durou muito tempo e foi raleando a partir da metade do show, mas ignorando o quórum Kyp manteve os amplificadores funcionando e quando deu um fim à apresentação já era alta madrugada.


Saí de lá convencido de ter visto um dos melhores shows do ano até agora (o que não é pouca coisa, se comparado às apresentações do próprio TVotR, do Foo Fighters, do Soulfly ou mesmo a do Walmir Gil ou a do Criolo). Tudo bem que a lista de shows pela frente ainda é grande, mas diante da melancolia cortante de um Rain Machine inspirado, fui obrigado a reconhecer aquela como uma das melhores coisas de 2012.





* O vídeo com a entrevista do Kyp e do Gray entra aqui assim que eu voltar de viagem. See ya!


Tapetes Sírios - R.I.P.



Um dos melhores endereços goianos da web foi pro saco ontem. o Tapetes Sírios, blog de downloads finos comandado pelo chapa Bruno Abdala, foi a vítima da vez do mercadão e teve, primeiro, todos os seus links derrubados, para em seguida ser extinto à revelia pelo próprio tumblr, onde estava hospedado.





Dia desses comentei aqui a queda do ótimo Original Pinheiros Style, site que também disponibilizava títulos raros ou não pra download gratuito. Na ocasião o Pedro Pinhel, editor do OPS, deu uma entrevista ao Estadão onde resumia a história da extinção não só de seus links, mas também dos textos que os acompanhavam. No fim da conversa, quando perguntado sobre os endereços da web que mais visitava, Pinhel citou, entre outros, o Tapetes Sírios. E é curioso que cerca de um mês depois dessa entrevista o Tapetão também tenha sido derrubado. Como disse o PP no mesmo bate-papo, "o cerco começou a fechar."


E é uma pena. R.I.P. Tapetes Sírios.









the number of the beats 2012/04






the number of the beats 2012/02