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quarta-feira, novembro 26, 2008

Se Deus é 10, Satanás é 666!

# Depois de seis dias (três de Brasil Central Music, mais outros três de Goiânia Noise) subindo e descendo a rampa do Centro Culturar Oscar Niemeyer umas 50 vezes por noite, dá pra dizer que essa maratona toda, mesmo com a dor na panturrilha, valeu a pena.


Gangrena Gasosa

Esqueci de dizer aqui no post anterior que o Gangrena Gasosa, formação carioca mais do que clássica, fez o segundo melhor show do sábado (perdendo só para o Instituto), e os dois ou três quilos de farinha de trigo que os roadies jogaram em cima do pessoal apertado em frente a palco, tem uma boa parcela de culpa pelo mérito. Foi muito divertido ver aquele tanto de gente assustada debaixo de tanto pó branco. A maioria das meninas não gostou muito da piada, e saiu amaldiçoando a banda, enquanto tentava livrar seus penteados da brancura indesejada. Já a porção masculina que rodopiava nas rodinhas de pogo não se incomodou, achando a maior graça da “brincadeira”. Eu, que assistia ao show do fosso dos fotógrafos, me livrei da chuva branca por pouco.


A Goldfish Memories, mesmo tocando com o sol ainda alto, não se intimidou com o público ralo, e aproveitou sua meia-hora em cima do palco com perícia hard rock e postura stoner, enquanto o Hillbilly Rawhide se preparava para destilar seu psycho-country bem vestido, no primeiro show com lotação esgotada em frente ao palco Trama Virtual, no domingo. Ainda sobrou tempo para versões acústico-caipiras para Highway To Hell (AC/DC), e Ace of Spades (Motorhead).


O Motek, que tinha feito um pocket show no sábado, na unidade móvel do Rock Lab Studio, instalada no pátio do Centro Cultural Oscar Niemeyer, foi mesmo uma das maiores e gratas surpresas do festival, com um instrumental tão viajante quanto envolvente.


Quem não se lembra dos Hanson do metal? Lá no fim dos anos 90 o Claustrofobia foi revelado pelo extinto programa Ultra-Som, da Mtv Brasil, onde três cabeludos loiros, ainda adolescendo, tentavam se distanciar da alcunha óbvia (naquele tempo os Hanson eram onipresentes na emissora, nas rádios e em quase todo lugar). No Goiânia Noise a banda apresentou seu death-metal monstrão para um teatro cheio e empolgado, mas acabou bem prejudicado por problemas no P.A. do palco principal, que insistia em sumir e voltar durante quase todo o show. Lá no Myspace do grupo, tem uma versão tão agressiva quanto engraçada para Filha da Puta, mega-hit oitentista do ultraje a Rigor


Mas, dos males o menor. O Palácio da Música, que sempre abrigou o palco principal do Goiânia Noise e sucessivamente apresentou problemas na equalização do som, esse ano parece ter encontrado uma resposta para seu enigma, e ainda que não estivesse sempre tinindo, prejudicou bem menos gente que o de costume.


Ah, outro detalhe resolvido com sucesso esse ano foi o das bandas anfitriãs, MqN e Mechanics, que sempre sobravam na imendidão do Palácio da Música, e perdiam grande parte de seu poder de fogo em cima do palco, pela distância que era obrigada a manter de sua platéia. As duas bandas, principalmente o MqN, precisam de intimidade com seu público, e a resposta sempre esteve ali, há alguns metros do tablado principal. Pela primeira vez experimentando o espaço do palco Trama Virtual, tanto MqN quanto Mechanics, fizeram, de longe, apresentações muito melhores que as das duas últimas edições do Noise. Na vez do MqN, a banda, diferentemente do ano passado, incendiou a multidão espalhada, tanto na pista, quanto pelo palco propriamente dito. O Mechanics, em formato acústico, também se aproveitou na proximidade com o público e, acho eu, não volta para a imensidão do palco principal.




E foi assim. Mas ainda tem história pra contar. Na volta retomamos o papo.


3 comentários:

Gustavo Big disse...

hahahahaha Claustrofobia era o Hanson do metal,essa foi boa!!!


o show foi bom demais, pena q osom tenha dado pau.

Gasosa disse...

o show do Gangrena foi o melhor mesmo, di loooooooonge o melhor!

Volta! Volta! disse...

sumiu uai, vai atualizar mais nãoW volta ai pra nois