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segunda-feira, janeiro 07, 2013

Os melhores de 2012 - Gabriel Thomaz + Marlos Japão



Retomando a pesquisa de opinião sobre os melhores de 2012, hoje a rodada é dupla. Primeiro quem decreta suas preferências é o Gabriel Thomaz, seguido pelo Marlos "Japão" Hiroshi. Siga a linha:




Fala Higor,


Pra mim, os melhors discos do ano foram o do Hives (Lex Hives), o do Merda (Índio Cocalero) e o do B Negão (Sintoniza Lá). Do disco do Jack White saem as duas melhores músicas ("16 saltines" e "Freedom at 21"). 


Os melhores shows foram do The Baggios, grande duo sergipano - o Julio toca guitarra lembrando Hendrix e canta lembrando Raul Seixas, são dois ídolos em um. No quesito carisma, o grande show foi o do Johnny Cash mexicano, Juan Cirerol, no festival El Mapa de Todos em Porto Alegre. 


Abs!


Gabriel Thomaz é vocalista/guitarrista do Autoramas.







Prazer em ser convidado Higor, bora! 

Peste, do Claustrofobia, é o melhor disco! Porradaria e qualidade se encontram nesse petardo da banda de metal paulista ! O álbum novo do Kiss, Monster também é de fuder!



Melhor show: The SLAKERS, no festival Dosol, em Natal-RN. Um puta show de ska do mais alto nível, onde ninguém conseguiu ficar parado! E pra melhor música eu fico com "Cut Myself in 2", dos goianos da Black Drawing Chalks, que achei magnífica! 

Abraços e bom 2013 pra gente!


sexta-feira, maio 04, 2012

2012 Soundtrack



Mesmo com pouco mais de quatro meses de vida, 2012 já tem uma discoteca respeitável. E se o fim do mundo está mesmo próximo, a trilha sonora do apocalipse não poderia ser mais diversificada:



 Clique na imagem para baixar o disco.


O primeiro título de destaque veio logo em janeiro, mas já era esperado desde 2011: Avante, é a prova musicada da versatilidade de Siba como compositor e instrumentista, que cumpre seu arco estilístico com a mesma qualidade de uma ponta à outra. Do Mestre Ambrósio, formado em 1992, passando pela Fuloresta do Samba e pela experiência como mestre de maracatu, até reconectar-se com a guitarra em Avante, o músico pernambucano conseguiu unir a urbanidade elétrica ao sotaque regionalista sem nenhuma artificialidade.


 Clique na imagem para baixar o disco. 


Na sequência, antecedendo o carnaval, Céu lançou Caravana Sereia Bloom, seu terceiro disco, que expande a sonoridade preguiçosa da cantora para timbres setentistas, detalhes psicodélicos e uma discreta atmosfera cafona. Mesmo que não tenha o poder de Vagarosa – seu álbum anterior, Caravana… mantém Céu em seu posto de principal talento da nova MPB.


Do Brooklyn, NY, Sharon Van Etten disparou Tramp – seu terceiro disco, dando sua versão elétrica para a tradição folk acústica e cativando fãs ilustres como Kyp Malone (TV on the Radio/Rain Machine), Aaron Dessner (The National) e Justin Vernom (Bon Iver).


Já Rodrigo Campos, em seu Bahia Fantástica, circula entre o samba, a MPB, o reggae, o afrobeat e a psicodelia para fundir os longos trechos instrumentais que envolvem sua voz mansa num clima dançante. 




Desviando o foco para a vizinhança, House of Tolerance foi a melhor surpresa do ano em Goiânia. E o primeiro disco do Cambriana não veio só: Afraid of Blood – o EP, e Slow Moves – o single, acompanharam o lançamento mais comentado da cidade e elevaram o grupo ao status de revelação. As melodias soltas e a batida dançante de, por exemplo, “Big Fish”, “The Sad Facts” e “In The Middle” foram baixadas aos milhares e garantem um coral emocionado nos shows sempre lotados.


  Clique na imagem para baixar o disco.


Quase 10 anos depois de lançar seu disco de estreia, Bnegão e Os Seletores de Frequência voltam à berlinda com Sintoniza Lá, sequência do elogiado Enxugando o Gelo. Sem abandonar o funk blaxploitation com sotaque hip hop, o álbum pode ter enrolado pra ser lançado, mas agora que está na rua vai demorar a sair do play.


O saxofonista Thiago França é figurinha fácil em algumas das principais formações dos novos medalhões: é membro da banda do Criolo e gravou no disco da Céu, pra ficar nos exemplos mais óbvios. Mas é com seu segundo disco solo, Sambanzo: Etiópia, que ganha assento nobre na lista de destaques do ano. Emoldurados por células rítmicas do samba que evoluem para grooves afro ou para a cadência latina, os solos de sax vão do adorno psicodélico ao frenetismo do free jazz com a mesma desenvoltura.


Clique na imagem para baixar o disco.



O Deus que Devasta Mas Também Cura, quinto disco do Lucas Santtana, não é seu melhor trabalho, mas também não foge da regularidade da discografia do baiano. “O Deus que Devasta Mas Também Cura” – a faixa título, foi originalmente lançada no disco do Gui Amabis, Memórias luso Africanas - de 2011, mas nessa nova versão ganhou a participação do maestro Letieres Leite e sua Orquestra Rumpilezz. Além dela, o groove picotado de “Músico” e o jogo dos metais de “Vamos Andar pela Cidade” valem o repeat.


E por falar em groove, a dobradinha Alice Russel + Quantic and His Combo Barbaro em Look Around the Corner está entre os lançamentos mais classudos do ano, e “Here Again” e “Road to Islay” confirmam Russel como a voz mais bonita do soul britânico.  Já o terceiro do curumin, Arrocha, carrega na batida eletrônica do hip hop, mas abre umas brechas melódicas para o atual e onipresente resgate da música cafona.




YTCHA é o quinto album do grupo paulista Mama Gumbo e o único defeito entre o instrumental de notas longas, cheio dos melhores cacoetes das trilhas-sonoras do cinema , é o irritante antíclimax das vinhetas-noise que separam as músicas.

E além de todos esses, há os prometidos para breve:  Swing Lo Magellan, do Dirty Projectors; The moon 11:11, do Otto; Return To Paradise, do Sam Sparro;  This Is Rolê, do Macaco Bong; There's No Leaving Now, do Tallest Man on Earth;  o segundo da Tulipa Ruiz; o "Floaty New LP" do Sigur Rós;  O Seguinte Dia Fabuloso, do Casa Bizantina; Cidadão Instigado IV, do próprio e o sexto disco do Hurtmold.





Há muito mais, é claro, mas num resumo rápido por enquanto é isso.











Rain Machine em Goiânia 




Isso Não É Macaco Bong, Ok?






terça-feira, abril 10, 2012

BNegão & Seletores de Frequência - Alteração



Acaba de ser divulgada a primeira segunda peça do esperado segundo disco do BNegão & Seletores de Frequência. O álbum, enrolado desde o ano passado, tem lançamento marcado para o mês que vem.




"Alteração", que conta com participação discreta da Céu, não trai o DNA grooveiro do Seletores e carrega no tempero afrobeat dos metais, emoldurando a rima certa de BNegão:


entre o caos e o caô
entre a inércia e o terror
em campo aberto ou
num mar de concreto
a hipnose chega perto
do grau nove
numa escala de dez





BNegão: Voz
Pedro Selector: Trompete e Voz
Fábio Kalunga: Baixo
Fabiano Moreno: Guitarra e Voz
Robson Riva: Bateria e Voz

Seletores especialmente convidados:
Céu: Voz
Bidú Cordeiro: Trombone
Sandro Lustosa: Percussão

Gravado por Pedro Garcia no Studio Superfuzz (RJ)
Mixado por Gustavo Lenza no Studio YB (SP)
Masterizado por Fernando Sanches no estúdio El Rocha




Update:
O primeiro som do disco novo, "Reação (Panela II)", BNegão lançou discretamente em 2011:























Macaco Bong - Homenagem Oficial