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quinta-feira, outubro 11, 2012
Otto divulga mais uma música de seu próximo disco
Mais uma música do disco novo do Otto. Dessa a faixa que dá nome ao álbum, "The Moon 1111".
Essa soa melhor que "Ela Falava" - a primeira peça divulgada, mas ainda assim não dá pistas seguras de que o pernambucano supere o poder de Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos - seu disco anterior. Porém, ainda é cedo, então o negócio é esperar o resto da lista sair pra tirar a prova.
the number of the beats - 14
Cambriana lança clipe gravado nas ruas de Goiânia
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segunda-feira, outubro 01, 2012
A nova do Otto
Depois do sucesso redentor de Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos, é natural que a expectativa pro próximo disco do Otto seja grande.
Mas "Ela Falava" - a primeira música de The Moon 1111 a ganhar vida pública, não deixou a melhor das impressões aqui nos meus fones de ouvido. Distanciado da angústia poderosa do último álbum, a atmosfera aqui é quase festiva, mas a falta de suingue e a simplicidade forçada são brochantes (sem falar na voz plastificada, que deixa o cantor quase irreconhecível).
That awkward moment when...
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sexta-feira, maio 04, 2012
2012 Soundtrack
Mesmo com pouco mais de quatro meses de vida, 2012 já tem uma discoteca respeitável. E se o fim do mundo está mesmo próximo, a trilha sonora do apocalipse não poderia ser mais diversificada:
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O primeiro título de destaque veio logo em janeiro, mas já era esperado desde 2011: Avante, é a prova musicada da versatilidade de Siba como compositor e instrumentista, que cumpre seu arco estilístico com a mesma qualidade de uma ponta à outra. Do Mestre Ambrósio, formado em 1992, passando pela Fuloresta do Samba e pela experiência como mestre de maracatu, até reconectar-se com a guitarra em Avante, o músico pernambucano conseguiu unir a urbanidade elétrica ao sotaque regionalista sem nenhuma artificialidade.
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Na sequência, antecedendo o carnaval, Céu lançou Caravana Sereia Bloom, seu terceiro disco, que expande a sonoridade preguiçosa da cantora para timbres setentistas, detalhes psicodélicos e uma discreta atmosfera cafona. Mesmo que não tenha o poder de Vagarosa – seu álbum anterior, Caravana… mantém Céu em seu posto de principal talento da nova MPB.
Do Brooklyn, NY, Sharon Van Etten disparou Tramp – seu terceiro disco, dando sua versão elétrica para a tradição folk acústica e cativando fãs ilustres como Kyp Malone (TV on the Radio/Rain Machine), Aaron Dessner (The National) e Justin Vernom (Bon Iver).
Já Rodrigo Campos, em seu Bahia Fantástica, circula entre o samba, a MPB, o reggae, o afrobeat e a psicodelia para fundir os longos trechos instrumentais que envolvem sua voz mansa num clima dançante.
Já Rodrigo Campos, em seu Bahia Fantástica, circula entre o samba, a MPB, o reggae, o afrobeat e a psicodelia para fundir os longos trechos instrumentais que envolvem sua voz mansa num clima dançante.
Desviando o foco para a vizinhança, House of Tolerance foi a melhor surpresa do ano em Goiânia. E o primeiro disco do Cambriana não veio só: Afraid of Blood – o EP, e Slow Moves – o single, acompanharam o lançamento mais comentado da cidade e elevaram o grupo ao status de revelação. As melodias soltas e a batida dançante de, por exemplo, “Big Fish”, “The Sad Facts” e “In The Middle” foram baixadas aos milhares e garantem um coral emocionado nos shows sempre lotados.
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Quase 10 anos depois de lançar seu disco de estreia, Bnegão e Os Seletores de Frequência voltam à berlinda com Sintoniza Lá, sequência do elogiado Enxugando o Gelo. Sem abandonar o funk blaxploitation com sotaque hip hop, o álbum pode ter enrolado pra ser lançado, mas agora que está na rua vai demorar a sair do play.
O saxofonista Thiago França é figurinha fácil em algumas das principais formações dos novos medalhões: é membro da banda do Criolo e gravou no disco da Céu, pra ficar nos exemplos mais óbvios. Mas é com seu segundo disco solo, Sambanzo: Etiópia, que ganha assento nobre na lista de destaques do ano. Emoldurados por células rítmicas do samba que evoluem para grooves afro ou para a cadência latina, os solos de sax vão do adorno psicodélico ao frenetismo do free jazz com a mesma desenvoltura.
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O Deus que Devasta Mas Também Cura, quinto disco do Lucas Santtana, não é seu melhor trabalho, mas também não foge da regularidade da discografia do baiano. “O Deus que Devasta Mas Também Cura” – a faixa título, foi originalmente lançada no disco do Gui Amabis, Memórias luso Africanas - de 2011, mas nessa nova versão ganhou a participação do maestro Letieres Leite e sua Orquestra Rumpilezz. Além dela, o groove picotado de “Músico” e o jogo dos metais de “Vamos Andar pela Cidade” valem o repeat.
YTCHA é o quinto album do grupo paulista Mama Gumbo e o único defeito entre o instrumental de notas longas, cheio dos melhores cacoetes das trilhas-sonoras do cinema , é o irritante antíclimax das vinhetas-noise que separam as músicas.
E além de todos esses, há os prometidos para breve: Swing Lo Magellan, do Dirty Projectors; The moon 11:11, do Otto; Return To Paradise, do Sam Sparro; This Is Rolê, do Macaco Bong; There's No Leaving Now, do Tallest Man on Earth; o segundo da Tulipa Ruiz; o "Floaty New LP" do Sigur Rós; O Seguinte Dia Fabuloso, do Casa Bizantina; Cidadão Instigado IV, do próprio e o sexto disco do Hurtmold.
Há muito mais, é claro, mas num resumo rápido por enquanto é isso.
Rain Machine em Goiânia
Isso Não É Macaco Bong, Ok?
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Tulipa Ruiz
sexta-feira, abril 27, 2012
Abril pro Rock - A Terceira Noite
Já de volta a Goiânia.
Antibalas
Fotos: Uliana Duarte
Na segunda feira pós-festival resolvi bancar o turista e assar o lombo sob o sol do Recife antigo. Depois de passear por ali fui enganado por um taxista que deu voltas e mais voltas antes de me deixar no Alto da Sé, em Olinda. Lá, após contemplar a incrível vista panorâmica do mirante no prédio da caixa d'àgua, deixei o sol se pondo e fui mastigar alguma coisa no Beijupirá, restaurante metido a classudo mas incapaz de emitir uma nota fiscal. Já a terça feira eu gastei toda conhecendo as instalações da Unimed local, acompanhando a Uli - que administrava uma forte intoxicação alimentar (e pra completar o infortúnio, tive uma crise alérgica das mais incômodas). No dia seguinte, com a situação remediada, segui para Porto de Galinhas, onde a pousada Eco Porto foi a redenção depois de tanto desconforto. No balneário havia uma filial do Beijupirá, mas não quis repetir a experiência ruim de Olinda e escolhi outro lugar pra jantar: os camarões flambados no uísque do Munganga Bistrô (com purê de moranga, queijo-manteiga e espinafre) foram a melhor coisa que comi durante minha estadia em Pernambuco.
O dia seguinte foi cheio de check-ins, embarques e desembarques, até que cheguei de volta ao lar. Dito isso posso rebobinar a fita e voltar até o começo da noite de domingo passado.
Mundo livre S/A
O último dia de ApR reservava alguns dos shows mais esperados do line up. Pelo menos por mim, já que a contagem de público foi a mais baixa das três noites de festival. Cheguei ao tablado nas últimas notas da apresentação do Léo Cavalcanti, seguido pela novaiorquina Nada Surf, que acumulou parte da plateia diante do palco enquanto desfilava suas canções baseadas na voz doce de Matthew Caws. Como seria de se esperar, "Popular" foi o ponto alto do show, com direito ao coro emocionado do público.
Nada Surf
Presente na primeira edição do Abril pro Rock, o Mundo livre S/A fez a apresentação mais simbólica do aniversário de 20 anos do festival. "Livre Iniciativa", sambinha distorcido e maior sucesso de Samba Esquema Noise - o disco de estreia do grupo, ganhou um discurso rápido e marcou o paralelo íntimo entre a carreira da banda e a trajetória do ApR.
Na sequência fui surpreendido pela também novaiorquina Antibalas, que ocupou o palco antes do previsto para fazer, talvez, o melhor show do festival. Misturando temas de todos os seus cinco discos com faixas ainda inéditas (constantes no próximo álbum que deve sair em setembro), além das óbvias citações ao Fela Kuti, a orchestra condensou seu set em cerca de uma hora e apesar da evidente disposição de seus músicos a apresentação não teve bis.
Otto em meio ao público: Street Cannabis Street
Logo depois Otto trouxe sua banda ao palco e fez um show bastante inspirado. O apogeu cênico da apresentação foi durante "Dias de Janeiro", quando o cantor desceu do tablado e circulou entre os fãs, inclusive compartilhando com alguns deles baforadas do que parecia ser um baseado. Também sem bis, o show foi encerrado com a apoteótica "6 Minutos", cantada em coro por boa parte da audiência.
Fechando o festival, a luso-angolana Buraka Som Sistema fez o improvável. Já avançando na madrugada de segunda feira, o batidão do grupo tomou de assalto os últimos presentes no Chevrolet Hall e teve a resposta de público mais frenética da noite. Baseando sua mistura eletrônica no kuduro angolano, o BSS submeteu centenas de pessoas a uma coreografia ribombante, cujo entusiasmo deu a impressão de que a noite havia acabado de começar. O apelo percussivo dos dois bateristas e a performance elétrica do trio de vocalistas mantiveram o público em intenso movimento até depois das duas da manhã, quando a banda convidou a plateia para o palco, encerrando a apresentação com “We Stay Up All night”.
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