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sexta-feira, agosto 10, 2012

Ludista digital



Martín Perna, fundador do Antibalas, reclamou pelo Twitter do link que eu botei aqui pro disco novo da orchestra.




Eu ainda me surpreendo com esse tipo de atitude. Parece coisa do fim do século XIX, quando Ned Ludd achou inteligente reagir à crescente mecanização da revolução industrial quebrando o maquinário das fábricas.






















terça-feira, agosto 07, 2012

O novo do Antibalas



Grande notícia, o novo do Antibalas já está na rua. 





Oficialmente o lançamento do disco é hoje, mas downloads da peça circulam pela web há alguns dias. "Dirty Money" é o primeiro single e já ganhou um clipe classe que ironiza as agonias do capitalismo selvagem pós-crise mundial.





Semestre passado vi o Antibalas em ação em Recife, no Abril pro Rock, e pelo menos até agora o combo nova-iorquino leva fácil o troféu de melhor show do ano. Dá pra ter uma ideia do estrago nesse vídeo produzido pela nonanuvem filmes, que mistura a performance hipnótica da orchestra com cenas noturnas dos canais do Recife antigo. Pra baixar o álbum, clique aqui.












Antibalas no Recife








sexta-feira, maio 04, 2012

Antibalas no Recife



O show do Antibalas no Abril pro rock foi meio de supetão. Como headliner, esperava a orchestra para o fim da noite, o clímax da festa. Estava lá em cima, na plateia superior, trocando a bateria da câmera depois da apresentação do Mundo Livre S/A quando a cortina foi aberta e a big band novaiorquina surgiu de surpresa já vibrando o naipe de metais.




Foi o melhor show da noite, que além do ML S/A teve Otto, Nada Surf e Buraka Som Sistema, entre outros. "Dirty and Blood", acima, foi o terceiro número da apresentação e a produção do vídeo é mais um fruto da parceria do goiânia rock news com a nonanuvem filmes. O Recife é bonito pacas...






















sexta-feira, abril 27, 2012

Abril pro Rock - A Terceira Noite


Já de volta a Goiânia.


Antibalas
Fotos: Uliana Duarte


Na segunda feira pós-festival resolvi bancar o turista e assar o lombo sob o sol do Recife antigo. Depois de passear por ali fui enganado por um taxista que deu voltas e mais voltas antes de me deixar no Alto da Sé, em Olinda. Lá, após contemplar a incrível vista panorâmica do mirante no prédio da caixa d'àgua, deixei o sol se pondo e fui mastigar alguma coisa no Beijupirá, restaurante metido a classudo mas incapaz de emitir uma nota fiscal. Já a terça feira eu gastei toda conhecendo as instalações da Unimed local, acompanhando a Uli - que administrava uma forte intoxicação alimentar (e pra completar o infortúnio, tive uma crise alérgica das mais incômodas). No dia seguinte, com a situação remediada, segui para Porto de Galinhas, onde a pousada Eco Porto foi a redenção depois de tanto desconforto. No balneário havia uma filial do Beijupirá, mas não quis repetir a experiência ruim de Olinda e escolhi outro lugar pra jantar: os camarões flambados no uísque do Munganga Bistrô (com purê de moranga, queijo-manteiga e espinafre)  foram a melhor coisa que comi durante minha estadia em Pernambuco.

O dia seguinte foi cheio de check-ins, embarques e desembarques, até que cheguei de volta ao lar. Dito isso posso rebobinar a fita e voltar até o começo da noite de domingo passado.


 Mundo livre S/A

O último dia de ApR reservava alguns dos shows mais esperados do line up. Pelo menos por mim, já que a contagem de público foi a mais baixa das três noites de festival. Cheguei ao tablado nas últimas notas da apresentação do Léo Cavalcanti, seguido pela novaiorquina Nada Surf, que acumulou parte da plateia diante do palco enquanto desfilava suas canções baseadas na voz doce de Matthew Caws. Como seria de se esperar, "Popular" foi o ponto alto do show, com direito ao coro emocionado do público.


Nada Surf 


Presente na primeira edição do Abril pro Rock, o Mundo livre S/A fez a apresentação mais simbólica do aniversário de 20 anos do festival. "Livre Iniciativa", sambinha distorcido e maior sucesso de Samba Esquema Noise - o disco de estreia do grupo, ganhou um discurso rápido e marcou o paralelo íntimo entre a carreira da banda e a trajetória do ApR.

Na sequência fui surpreendido pela também novaiorquina Antibalas, que ocupou o palco antes do previsto para fazer, talvez, o melhor show do festival. Misturando temas de todos os seus cinco discos com faixas ainda inéditas (constantes no próximo álbum que deve sair em setembro), além das óbvias citações ao Fela Kuti, a orchestra condensou seu set em cerca de uma hora e apesar da evidente disposição de seus músicos a apresentação não teve bis.


Otto em meio ao público: Street Cannabis Street


Logo depois Otto trouxe sua banda ao palco e fez um show bastante inspirado. O apogeu cênico da apresentação foi durante "Dias de Janeiro", quando o cantor desceu do tablado e circulou entre os fãs, inclusive compartilhando com alguns deles baforadas do que parecia ser um baseado. Também sem bis, o show foi encerrado com a apoteótica "6 Minutos", cantada em coro por boa parte da audiência.


Fechando o festival, a luso-angolana Buraka Som Sistema fez o improvável. Já avançando na madrugada de segunda feira, o batidão do grupo tomou de assalto os últimos presentes no Chevrolet Hall e teve a resposta de público mais frenética da noite. Baseando sua mistura eletrônica no kuduro angolano, o BSS submeteu centenas de pessoas a uma coreografia ribombante, cujo entusiasmo deu a impressão de que a noite havia acabado de começar. O apelo percussivo dos dois bateristas e a performance elétrica do trio de vocalistas mantiveram o público em intenso movimento até depois das duas da manhã, quando a banda convidou a plateia para o palco, encerrando a apresentação com “We Stay Up All night”.