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terça-feira, junho 19, 2007

"Promessas" para o segundo semestre...



Olá.

Andei sumido nessa última semana né? Pois é estava ocupado em engrossar as estatísticas do desemprego brasileiro.


# O que você acha de ver o Nashville Pussy em setembro, aqui mesmo em Goiânia?

# # E os Mutantes, o Melvins, o Fu Manchu, e o Motosierra, em Novembro!?

# # # Pois é...


# Desde o final do mês passado estão abertas as inscrições para bandas interessadas em participar do Compacto Rec, que é um projeto de integração nacional dos jornalistas Fora do Eixo, que em muito vai beneficiar a divulgação das melhores bandas do país. A cada 15 dias, perto de 40 sites associados disponibilizarão um single (com dois ou três fonogramas) de um conjunto do independente brasileiro. A curadoria do material inscrito fica por conta da cúpula da Fora do Eixo, espalhada pelo Brasil e que contabiliza produtores, jornalistas e chefões de selos.

# # Qualquer banda pode se inscrever, e para saber mais do assunto, dá um pulo no blog do projeto, nesse endereço aqui ó: http://www.compactorec.blogspot.com/

# # # A turma reunida no Compacto Rec é essa aí embaixo, e contabiliza muita gente boa. Dá uma espiada:


Goiânia Rock News (GO)
A Obra (BH)
Acesse Piauí (PI)
Bel Rock (PA)
Casa do Demo (GO)
Cidadão do Mundo (São Caetano-SP)
Cinnamon (RJ)
Coletivo Palafita (AP)
CUFA MT (MT)
CUFA Sinop (MT)
Dosol (RN)
Dynamite (SP)
Engenho Musical (Jaú-SP)
Escárnio e Osso (SP)
Espaço Cubo (MT)
Fan Rock (RO)
Fósforo Records (GO)
Grito Acreano (AC)
Hell City (MT)
Loaded-Ezine (SP)
Na Figueiredo (PA)
O Grito do Inimigo (GO)
O Portenho (MS)
Portal Cultura (PA)
Programa Garagem (PR)
Reator Rádio Mídia (GO)
Rock Feminino (Rio Claro-SP)
Rock Potiguar (RN)
Rockspot (São Carlos/ Araraquara/Ibitinga-SP)
Roquenrol Beibe (PA)
Roraima Rock (RR)
Under Floripa (SC)
Urbanaque (SP)
Vilhena Rock Zine (RO)
Tô Puto (SC)
Tum Tum Produção (AM)


# Você não compareceu na Goiânia Rock News Party, domingo desses, não é? Pois é, perdeu os shows incríveis de duas das bandas mais fodonas da cidade, Violins e Olhodepeixe, e não movimentou freneticamente o rabinho na pista, ao som dos melhores rocks do momento né?

# # Pois então, condolente para com sua situação, pobre leitor ausente, este blogueiro coloca aí embaixo, à disposição do vosso play, um gosto de som do que foi a noitada Goiânia Rock News, com uma canção do show da Olhodepeixe. O áudio está até bem legal, mas a iluminação charmosa do pub não ajudou muito na confecção do videozinho (crédito para o bróder Ulisses Henrique, que assina o Sobre Tudo Que Interessa, blog dos mais bacanas) O nome da peça é Jamé, e recomendo muita atenção para o solo monstro, do guitarrista prodígio Fridinho. Clicaê:




# Domingão agora, este blogueiro bota em campo mais uma vez seu DJ Set, n’ A FARRA NA CASA ALHEIA, ao lado dos amigos DJs Lucho e Barata (residentes do Criolina, em Brasília), DJ Fabrício Nobre (MqN, Monstro Discos) e DJ Guga de Castro (o dono da festa, importada lá de Fortaleza, no Ceará). A folia vai acontecer lá no Bolshoi Pub, à partir das oito da noite, com ingressos FREE para as senhoritas e custando apenas dez dinheiros para os rapazes. É Rock a noite inteira, misturado com funk, samba, soul, punk, indie, bossa e o caralho a quatro. Cola lá!



Vou ali e já volto (agora é sério!)

terça-feira, junho 12, 2007

"Transo enquanto gosto/ Gozo enquanto durmo."

Diferenças à parte...
Foto: Érika Teka
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# No último domingo, lá no Bolshoi, aconteceu a primeira Goiânia Rock News Party, festa deste blog que você ora lê. Se nem todo mundo que teve vontade de dar as caras por lá para assistir as apresentações inspiradas da Olhodepeixe e do Violins e sacudir a poeira do paletó , apareceu, quem carregou seu traseiro gordo até o pub garantiu um domingo dos mais divertidos.

# # Antes da Olhodepeixe subir suas guitarras, o blogueiro amigo aqui se encarregou dos cedê-jotas, com um set parecido com esse aí ó:

You Really Got Me – Kinks
My Party – Kings of Leon
Fa-Fa-Fa – Data Rock
Capitalism... – International Noise Conspiracy
I Will Survive – Cake
SexyBack – Justin Timberlake
Hard to Beat - Hard Fi
Take On Me – A–HA
Video Killed the Radio Star – Buggles
Daft Punk Is Playing At My House – LCD Soundsystem
Berlin – Black Rebel Motorcycle Club
Everybody’s Gonna Be Happy – Queens of the Stone Age (Kinks Cover)
MMMBop – Hanson (hehehe)
De Doo Doo Doo De Da Da Da – The Police
Are You Gonna Go My Way – Lenny Kravitz

E algumas outras, que eu não vou me lembrar nunca mais quais são.

MMMBop...
Foto: Érika Teka
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# # # Perto das dez horas a Olhodepeixe aumentou o volume dos amplificadores e verteu toda a agonia lírica do seu primeiro disco, misturando às músicas novas, em quarenta e cinco minutos de intensidade instrumental e sensibilidade poética das mais aguçadas. Confere aí o set list da moçada:

Baygon
Seus Movimentos
Hoje Meu Mundo É Bom
Inércia
Jamé
X-31
Plasmando
Ponto de Cruz
Chuva em Fevereiro

# # # # Já o Violins (foto: Vivian Collicchio), que anunciara a primeira execução pública de uma canção do prometido novo álbum (!) nesse show, não teve problemas para emocionar os amigos, apresentando basicamente peças do recente Tribunal Surdo. A tal faixa inédita e que supostamente fará parte do track list de A Redenção dos Porcos, atende pelo nome de Entre o Céu e o Inferno, segundo informa a comunidade do grupo no Orkut, e foi executada somente na guitarra.


# # # # # Depois de tudo, o DJ Matias botou seu time em campo e se ocupou da pista, enquanto a turma confraternizava embriagada e satisfeita, amaldiçoando a segunda feira que aos poucos ia acordando.

Bruno Kayapi na atividade
Foto: Ulisses Henrique

# Na semana passada aconteceu a terceira edição do Maxxxima, dessa vez em versão instrumental e ocupando o palco do Ziggy Box club.

# # A princípio o festival se apresentou super, divulgando um line up casca-grossa, que incluía a grande Pata de Elefante, os vizinhos esquisitos da brasiliense Satanique Samba Trio e os conterrâneos Dom Casamata e a Comunidade, mas depois de algumas re-configurações de local (originalmente seria no Martim Cererê) e w.o. de alguns nomes, a festa ficou mesmo por conta do fantástico trio cuiabano Macaco Bong, e das locais Seven e Lenore.

Derrick Green?
Foto: Ulisses Henrique
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# # # Assisti ao Macaco esses dias em Brasília, no Porão do Rock, numa apresentação poderosa – apesar de pouco prestigiada por causa do horário desfavorável (segunda banda da noite), mas em Goiânia a coisa foi bem mais intimista, quase um diálogo sem palavras com um público jubiloso com as viagens instrumentais impudicas e libertinas dos mato-grossenses.

# # # # Antes deles o Seven já tinha acendido uma atmosfera lisérgica, mais colorida e retrô, numa receita psicodélica que combina tramas sonoras e camadas melódicas com uma habilidade pop bem assobiável.

# # # # # E no começo da noite, a responsabilidade pesou nos ombros da Lenore, que emula bem primitivamente chatices da categoria de um Mogwaii, e/ou Godspeed You Black Emperor. Entende?





Vou ali entrevistar o Diego de Moraes, e já volto (com videozinhos) pra falar do Porão do Rock. Combinado?

Até.





quarta-feira, junho 06, 2007

Eu Sou Melhor Que Você!


# Pois então, recém chegado de Brasília, onde fui conferir a décima edição do Porão do Rock, posto aí embaixo – atrasadíssimo, eu bem sei – a última parte da cobertura do Bananada 2007. Ainda nessa semana entra aqui na tela do blog algumas boas linhas sobre como aconteceu o aniversário de 10 anos de Porão, que contou com o show sempre hipnótico do Macaco Bong (que toca hoje, 06/06, em Goiânia), com o frescor indie-gaúcho da Superguidis, com a fortíssima porrada soul dos californianos da Bellrays, com a precisão e violência do Sepultura, e com uma porção de outras atrações que agradaram e desagradaram, como sempre. Já, já.

# # O Violins – que toca na festa deste blog no próximo domingo, ao lado da Olhodepeixe – nem bem lançou o ótimo Tribunal Surdo e já anuncia planos para o lançamento de um novo álbum ainda para esse ano. E o disco já tem até nome e fórum de discussão na comunidade da banda no Orkut. A Redenção dos Porcos deve ser gravado em breve e ganhar o mercado no segundo semestre. E você, o quê espera dessa ousada explosão criativa de um dos quartetos mais talentosos do novo rock brasileiro? Digaê.



# # # E por falar em festa, no dia 24 desse mês que corre, a Monstro Discos traz a Goiânia a Farra na Casa Alheia, folia que acontece tradicionalmente em Fortaleza, no Ceará e que aqui na cidade terá lugar no Bolshoi Pub, onde vários DJ Sets dos mais argutos e requebráveis (o blogueiro aqui incluso, é claro) vão sacudir os esqueletos carcomidos dos roqueiros mais espertos do domingo. Anota aí na agenda.

***** **** *** ** *

Bananada 2007

Domingo

Eu Sou Melhor Que Você!

O trio local Dom Casamata e A Comunidade abriu a última noite de festa com grooves finos e rasantes psicodélicos, azeitados com as melhores referências da música brasileira. Já dá pra dizer, sem medo de errar, que é a melhor banda instrumental da cidade.




Zé Henrique: Dom Casamata e a Comunidade


Depois da meia hora de chapação muda da trinca, as também locais Woolloongabas e RPDC seguiram o cronograma, mas não acompanhei nenhum dos dois shows, ocupado que estava com alguma entrevista no bakstage.

Depois da paulistana Slot reformular em japonês a receita dos Forgotten Boys, o Galinha Preta tomou conta de tudo. O crust-core (!?) esporrento e humorista dos brasilienses lotou a arena do Pyguá, e botou a molecada pra rodopiar e esgoelar várias canções junto com a banda. Um fã mais caloroso foi convidado a subir no palco e assumir o microfone na “concretista” A,E,I,O,U, e quase chorou de emoção. Fenomenal!


Nem bem a Galinha Preta calou suas desgraceiras, e a jovem guarda água-com-ácucar da paraense Stereoscope me manteve longe do Yguá, antes da Banzé ocupar o palco do Pyguá e, no ponto alto do show, fazer uma versão meia-bomba de Eu Sou Melhor Que Você, do grande, e não menos desconhecido, Mulheres Q Dizem Sim.

Logo após o fim da chatice “cabeça” do Mersault e a Máquina de Escrever, a Elma perfilou seus petardos calados, cheios de riffs pesadíssimos e cozinha extata. Não deu nem pra sentir falta de alguém berrando por cima da muralha sonora dos paulistanos. Quem disse que metal do bom não pode ser instrumental?

Perto do fim da festa, músculos em frangalhos pelos três dias de maratona, a Graforréia Xilarmônica encheu de gente curiosa a cúpula do Pyguá. Formada em 86 nos pampas, pelos irmãos Birck e por Frank Jorge, extinta em 2000 e de volta à ativa há alguns anos, a Graforréia nunca atingiu o sucesso comercial, mas adquiriu status de cult-band, e já foi gravada por gente importante do pop, como o Pato Fu, que incluiu Nunca Diga no track list de Televisão de Cachorro, e abre o ótimo Ruído Rosa com Eu, as duas dos gaúchos. No show, além do hit involuntário Eu, fizeram pares de ouvidos felizes com discretos clássicos, como A Técnica do Baixo Elétrico, Empregada e Eu Digo 7.



Daddy-O-Grande com os Dead Rocks


Na seqüência era a vez do gringo mascarado Daddy-O-Grande reger os paulistanos Dead Rocks na causticante surf-dancefloor em que se transformou a arena do Pyguá. Acompanhei a festa consumindo o mistão de hamburger da noite, sentado em frente à porta do teatro e vendo o espetáculo por entre as cabeças dançantes. Quem estava lá dentro parece ter gostado.


A série final de shows desse Bananada 2007 eu deixei pro ano que vem. O corpo exaurido, somado ao fato de já ter assistido ao Johnny Suxxx – que está se revelando mesmo uma grata surpresa –, e aos Rollin Chamas – que jogam em casa com a mesma desenvoltura do MqN – muitas vezes, estimularam meu retorno antecipado para o conforto do lar.


Já o último show da noite (que protagonizaria o gran finale do Bananada) o do Desastre, eu dispensei sem peso na consciência. Além de não perceber a menor graça no crossover obtuso e anacrônico do quarteto punk-rock, estava ansioso para repousar a carcaça e recuperar o fôlego para a segunda-feira. Afinal, se punk not's dead, time ainda is money.


Boa Noite!

quarta-feira, maio 30, 2007

Banana Com Canela!

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Sábado:

Um pagode no Bananada! Eu não tava acreditando, mas em algum lugar estava rolando uma roda de pagode. No meio da barulheira elétrica que escapava do teatro dava para distinguir o baticum afro-decadente. Me levantei da mureta, dei o último gole na coca-cola, joguei longe a lata e fui investigar. Atravessei o pátio lotado de adolescentes de preto e, seguindo o som, fui parar no bar. Pablo Kossa, crooner dramático do Chapéu, Cerveja e Frustrações, puxava o samba que reunia algumas dúzias de humanos empolgados pelo nonsense e pela birita. Entendi tudo.


Enquanto isso, dentro do teatro Yguá, o Mestre Laurentino – o tiozinho de 82 anos do Coletivo Rádio Cipó – invadia o palco e roubava as atenções no show da Motherfish. A platéia, até então apática, porém atenciosa, passou à ovação zoológica, se divertindo com a performance do pop-star octogenário e relegando a apresentação do Motherfish à condição de coadjuvante do freak-show.

Depois desse mashup involuntário (pelo menos pra Motherfish), a pernambucana Vamoz! me deu um descanso pro mistão de hamburger da noite: Vocês não conseguiram um baixista? Ok, quando arranjarem um, (não) me avisem.

Já o show do Udora foi o protagonista do primeiro daqueles temas que martelavam minha cabeça lá no post passado, lembra?


Udora
Foto: www.e-mitocondria.com.br

A nova (terceira) fase da banda, que soa como uma tentativa de emplacar na trilha-sonora da próxima temporada de Malhação, não poderia ficar mais deslocada e vulgar, espremida nos mesmos quarenta minutos em que as músicas dos maravilhosos primeiros discos, ainda em inglês e sem apelações desonestas.

Abriram a apresentação espertamente com Fade Away, primeiro single do amado Liberty Square, e colaram Pieces bem na seqüência. Com a platéia conquistada, começaram a enumerar os excrementos que essa nova formação quer que engulamos. Se o Gustavo Drummond quer mesmo impor seu novo, err, “repertório”, devia abandonar seu passado, por que enquanto misturar coisas chulas como Guerrilheiro Só e Por que Não Tentar de Novo, com glórias pretéritas da categoria de Burn My Hand e Drain (encadeadas maravilhosamente no show), 4D e Beautiful Game, vai estar sujeito às comparações desfavoráveis que tanto o incomodam.

Portanto, diante de tanta contradição decretei: o Udora fez o melhor e o pior show do festival. Parecia duas bandas diferentes ocupando os mesmos corpos, mesmos instrumentos e mesmo palco. Impressionante!


Lá atrás, no começo da noite, já haviam se apresentado as locais Chapéu Cerveja e Frustrações, e Envy Hearts, além da amazonense Mezatrio.

O quarto show da noite foi da 2Fuzz – velha conhecida do blog –, que está lançando seu segundo disco, Límen, e desembarcou em Goiânia pela primeira vez. Misturando as novas canções com outras da sua estréia em disco, Amousía de 2005, os cearenses tramaram bem suas explosões guitarreiras, inspiradas no grunge e no pós-tudo desse novo milênio (que começou em 1997), arrancando aplausos entusiasmados da multidão que começava a se formar.


Seguindo, a Black Drawing Chalks sacudiu suas cabeleiras no palco do teatro Pyguá, antes da Pública despertar sua receita bretã de rock com pianos. O quinteto que chamou a atenção de boa parte da crítica no ano passado com Polaris, primeiro disco dos guris, fez com que centenas se enternecessem com as melodias tristemente juvenis, carregadas de uma lisergia branda e amistosa. Destaque para o ótimo single Long Plays, que evoca Arnaldo Baptista, Brian Wilson e John Lennon. Com sotaque gaúcho!


Antes de o Mestre Laurentino roubar a cena no show do Motherfish (lembra?), a carioca Rockz se valia de toda a modernidade roqueira dos novos tempos e botava o povo pra dançar com suas canções frenéticas e inspiradas no rock fashionista de Franz Ferdinand e Arctic Monkeys.



Born A Lion

Voltando lá pro fim da noite, era a vez dos Born A Lion. Se valendo, involuntariamente e a priori, da curiosidade gratuita e idiota que os brasileiros nutrem por estrangeiros, os colegas lotaram a arena do Yguá. Poderia emendar aqui uma piadinha de português, para ilustrar o meu estado de espírito, e dizer que o caldo psicodélico negro dos lusitanos não justificou tamanha atenção antecipada. Mas não, não vou dizer. Estão falando por aí que o trio joaquim é a última bolacha do pacote e eu, que acho o contrário, vou ficar mesmo é calado.


Antes do MqN novamente incendiar a massa, os Trissônicos tentaram despentear a poesia e fizeram o show inofensivo de sempre.


Depois do MqN novamente incendiar a massa, a “headliner” Valentina não conseguiu segurar a grande maioria dos exaustos, e fez a última apresentação da noite entornando seu mix de guitarras furiosas com androginia performática para uma platéia esquálida, enquanto eu procurava pelas chaves de casa na mochila, angustiado por algumas horas de sono.


Pra você, boa noite.

sábado, maio 26, 2007

"Rock n' Roll é Bom pra Mim!"

Diego de Moraes
fotos: e-mitocondria.com.br


Na madrugada do domingo, voltando para casa depois de finda mais uma edição do Bananada, fumando o último cigarro e pensando no que havia acontecido nas noites dos últimos três dias, alguns temas dominavam meus pensamentos.

O primeiro deles: o melhor e o pior show do festival haviam sido, pasmem, o mesmo! Misturados pela mesma banda em quarenta minutos de extremos opostos.

Segundo: se no Bananada do ano passado o sucesso do novo formato, que coloca bandas locais como headliners, foi retumbante, esse ano a coisa não foi assim tão boa. Os teatros ainda receberam um público razoável no último show de cada noite, mas nada comparado àquela apoteose hiperbólica de MqN, Violins e Rollin Chamas, que fecharam os três dias da edição 2006.

E ano que vem? Quem vai ter cacife para fechar o Bananada? Ou o jeito vai ser mesmo - solução pra lá de razoável - repetir figurinha?


Terceiro: caralho, como é bom aquele misto gigante! Principalmente o de hamburger (de hamburger!!) – que era servido com duas carnes e uma boa porção de queijo –, devorado perto do final da noite, acompanhado da onipresente coca-cola (que no caso era pepsi mesmo), e, após ingerido, coberto com um belo e reconfortante capuccino quente com chantilly. Esperava ansiosamente por uma banda ruim no final da noite, para gastar meia hora tranqüila na barraca do Café Não-Sei-O-Quê.


Joguei o cigarro fora enquanto enfiava a chave na porta de casa, dei duas voltas, entrei e joguei a mochila no sofá, rastejei até o quarto e me deitei quase ouvindo a voz da mamãe (que morreu há dez anos) me mandando levantar e escovar os dentes antes de dormir.


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Entrei no Martim Cererê depois de ser revistado com desconfiança pelo trio de (in)seguranças, e descobri que pela primeira vez na vida havia chegado no festival antes dele começar de fato. Fui conversar com o pessoal, tomar uma cerveja e esperar pelo show do Diego de Moraes, que eu já havia visto numa festa da revista Decibélica e nuns vídeos do Youtube.

Duas latinhas e muitas risadas depois, as portas do teatro Pyguá foram descerradas, abrindo oficialmente, com discurso do Fabrício Nobre, o Bananada 2007.

O Diego de Moraes, dessa vez ancorado por uma banda (da outra vez era apenas ele e seu violão), engatou seu espetáculo estrambótico de jovem-guarda de protesto e rock punk involuntariamente concretista para uma sala bem freqüentada, mas não cheia. Muita gente “importante” tem falado no Diego, desde os últimos meses do ano passado, e o garoto tem mesmo muita coisa pra dizer, ainda que aparentemente esteja meio perdido dentro desse “novo mundo”. Já dizia o Décio Pignatari:

A novidade, novidade do material

e do procedimento, é indispensável

a toda obra poética.

E se o trovador-caipira-indie de Senador Canedo tem um viço lírico forte, e uma verve musical das mais viscerais (na falta de um adjetivo melhorzinho), tem que tomar muito cuidado para não se prender ao panfletarismo discursivo chato e minimalista, que ocupou praticamente todos os intervalos das músicas do show. De resto, as boas canções, cheias de peçonha e intenção, ainda precisam se entender com a tosquidão dos vocais.


Monno

Depois do rock grave do Golsfish Memories e dos candangos sensíveis do Watson, a mineira Monno ocupou o tablado do teatro Yguá e fez o melhor show da noite. As melodias derramadas, os porres instrumentais, a tristeza escondida por entre as camadas de guitarra, enfim, todos os adoráveis clichês que quando associados com talento nunca erram, estavam lá e aglomeraram o público que começava a crescer. Qualquer comparação com os conterrâneos do Valv, não é mera coincidência. O único EP do grupo, que conta com sete canções, dentre elas as prediletas #1, e Lugar Algum, está inteiro disponível no site da turma: www.monno.com.br

Avançando algumas horas noite adentro, o Coletivo Rádio Cipó pôs abaixo a cúpula acústica do teatro Pyguá, onde a massa disforme de carne suada se debatia satisfeita sob regência de Mestre Laurentino e Ruy Montalvão. O mistifório de dub, rock e regionalismos nortenhos pode soar, assim descrito, como tantos engodos de “resgate cultural moderninho” espalhados pelo território nacional, mas a receita dos paraenses, incrivelmente, funciona. É claro que muita da atenção dispensada ao grupo é culpa da excentricidade de Mestre Laurentino, que aos oitenta e dois anos, ocupa o tablado com uma presença de palco tão alcoólica e elétrica que causaria arrepios de inveja da grossa em Keef Richards.



Mestre Laurentino

Depois do show, fui falar com o tio. Deu pra sacar que ele já está escolado nessa de popstar, de impressionar as massas, por que foi só ligar o gravador que ele tomou a "entrevista" para si, engatou o piloto automático e, entre um gole e outro de vinho barato, declamou em alto e bom som o release decorado:

Meu nome verdadeiro é João Laurentino da Silva, mas na música sou conhecido como Mestre Laurentino. Sou reconhecido como o roqueiro mais antigo do Brasil e do mundo. Em São Paulo , no Ibirapuera, eu já me apresentei com a minha banda, a Coletivo Rádio Cipó, onde estou desde o começo. Fui sucesso , me apresentei no Acre, na França, Goiânia, Rio Grande do Norte, Martinica, Ceará. Fizemos agora outra filmagem pra Inglaterra e fomos convidados pra Espanha e pra Portugal. Agora o pessoal da América quer me levar pra lá, mas eu tô escabrunhado porque aquela música ‘Lourinha Americana’, eu fiz pra sacanear com os americanos. O americano não gosta do negro né? E agora querem me levar pra lá pra gravar música comigo (risos).

Achei a rapaziada de Goiânia bacana. Me acolheram muito bem, é uma recordação que eu guardo dentro do meu coração. Em todo lugar que vou, eu sou muito bem recebido, com todo amor e carinho.

A minha bebida é vinho, meu filho. O vinho me dá saúde e a felicidade que eu tenho pra todos vocês. Sigam o caminho de vocês na música, pra vocês serem feliz (sic).


Lá atrás no relógio, já haviam se apresentado o punk cru do Sangue Seco, a barulheira pretensiosa e diáfana do Dell O Max, o show de humor sem graça da Dimitri Pellz, a expiação sanitizada do Barfly, a inventividade estéril da carioca Super Hi-Fi e o hardcore telúrico dos pernambucanos quase, do Devotos.

Depois do Coletivo Rádio Cipó calar suas rimas, blips e tóins, a Shakemakers acendeu a massa na sala ao lado, transformando o teatro Yguá em pista de dança. O rock clássico, básico e desbundado do quarteto de veteranos, ainda contou com participação especial de Lucas Cão, guitarrista da perna quebrada, e explodiu em êxtase no hit local Rock n’ Roll É Bom pra Mim!. Suor, muito suor.



Violins



Na seqüência veio o Violins com o show que divulga o ótimo e recém-lançado Tribunal Surdo. A luz mortiça que agasalhava a banda de frente para a arena lotada, combinou bem com as atmosferas noturnas e nefastas que permeiam as canções do novo disco, repletas de violência, insanidade e bizarrice. Depois de Anti-Herói pt.1 e Grupo de Extermínio de Aberrações, presentearam os fãs mais veteranos com Perfume, do primeiro EP, Wake Up and Dream, e com a nova versão de Glória (do track list de Grandes Infiéis) presente nas Rocklab Sessions, registradas no estúdio de mesmo nome e de propriedade do alardeado coffe master Gustavo Vasquez, baixista do MqN.


E para dar um fim ao começo, a apresentação caótica (no bom e no mau sentido) dos Mechanics, que agruparam as últimas centenas de exauridos e obstinados humanos, prolongando os decibéis até mais tarde, mas...

Nessa, eu já tava em outra!

Boa noite.

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Depois falo mais.

Inté!

terça-feira, maio 22, 2007

Extremos Opostos


Udora
Foto: http://www.e-mitocondria.com.br/



# Nos últimos dois dias o Bananada seguiu dos mais saudáveis e vigorosos. No sábado as dependências do Martim Cererê ficaram abarrotadas de humanos urbanos de todas as espécies. No domingo a coisa não foi tão selvagem, mas ainda assim algumas boas centenas de insistentes se divertiram bastante com o barulho ininterrupto.

# # Os shows mais legais do sábado ficaram por conta da cearense 2Fuzz, da gaúcha Pública e da carioca Rockz, cada uma situada num espectro musical beeem diferente da outra. Mas ainda deu pra gostar da psicodelia noturna e pesada dos colegas lusos do Born a Lion e da sempre catártica apresentação do MqN.

# # # Fora isso teve o Udora. Esse show me deixou confuso, saí do teatro com a impressão de ter visto o melhor e o pior show do festival, misturado pela mesma banda em quarenta minutos de extremos opostos. No texto que em breve entra aqui eu explico direito.

# # # # No domingo a coisa já começou fina, com os grooves roqueiros do Dom Casamata & a Comunidade, trio instrumental que carrega nas tintas do psicodelismo e da música brasileira, descambou bem pra desgraceira engraçadinha do Galinha Preta, passeou frenética pelo instrumental agressivo e exato da Elma, e pelo rock humorista do Graforréia Xilarmônica.


# Vou ter que mudar um pouco de assunto pra dizer que já estão abertas, a partir de hoje, as inscrições de bandas para o Compacto ReC, projeto da Fora do Eixo que tem como objetivo integrar as várias partes do país numa rede de comunicação independente, forte e atuante. O negócio é o seguinte: são quase quarenta sites especializados em cultura pop espalhados pelo País, cobrindo suas cenas e tal, um pessoal tipo o blog aqui, o Urbanaque, o Coletivo Palafita do Amapá, a Dynamite, a Popload do Lúcio Ribeiro, os loucos do Loaded E-Zine, o colega Eduardo Mesquita, enfim, uma pá de gente boa . A idéia maluca dos bródis cuiabanos é de integrar esse pessoal todo em ações conjuntas. O Compacto ReC é a primeira dessas ações, e vai passar a disponibilizar quinzenalmente e simultaneamente nos quase quarenta portais, um single virtual das mais representativas bandas dessa nova música brasileira. A manobra teve seu momento de experimentação no mês passado, com o lançamento nacional de Gotas em Caos, da paraense Madame Saatan, que teve lugar também aqui no blog.

# # Para as bandas interessadas em participar, é só enviar proposta para compactorec@gmail.com. A curadoria está nas mãos de jornalistas e produtores espalhados pelo Brasil, e no final do ano será lançada uma compilação com os grupos participantes do projeto.



# Tem muita coisa pra contar ainda, mas por hoje é só.


Vou ali e volto já.

sábado, maio 19, 2007

Depois te conto...

# Passada rápida, antes de retornar ao cenário clássico da segunda noite de mais um Bananada. O texto largo e detalhado sobre o festival entra aqui em breve.

# # Ontem, na noite de abertura da festa, quem chamou mais a atenção mesmo foi a Monno, lá de Bê-Agá, que chora suas melodias delicadas, porém barulhentas, alternando a docilidade com intensas explosões instrumentais, bem à moda do rock dos adorados anos noventa, tudo temperado com borrifadas discretas daquele post rock europeu de Sigur Rós e afins.

# # # O Coletivo Rádio Cipó, banda que nasceu de um núcleo de pesquisa de sonoridades com equipamentos caseiros lá em Belém do Pará, arrancou a reação mais insanamente acalorada do público dessa primeira noite de festival, culpa da presença de palco alcoólica e saltitante de Mestre Laurentino, um dos vocalistas do grupo, que conta exatos oitenta e dois verões na certidão de nascimento. Nenhum a menos. O blog conversou com o ancião e já já bota tudo aqui na tela.

# # # # Ah, o CRC faz uma mistureira louca de ragga, rock, carimbó e groove, com flertes fortes com o dub. E Funciona!!


# Abrindo a noite, a revelação de Senador Canedo, interior de Goiás, Diego de Moraes ganhou aplausos entusiasmados do teatro que se enchia aos poucos. Com um lirismo corrosivo e referências de responsa (dá pra sacar um apreço especial por Sérgio Sampaio e Walter Franco nas canções do rapaz), o nosso Raul Seixas indie provou que pode ser muito mais do que isso. Com a banda de apoio de escolta, o garoto se revelou mais à vontade, se ocupando do palco e das atenções e, apesar de uma certa tosquidão vocal que ainda deve ser polida, conseguiu manter o teatro cheio até o final. E Viva o Canedão!

# # Enquanto não descolo os vídeos dos shows do festival, vou deixar aqui um filminho do Diego de Moraes se apresentando no Festival de MPB do Sesi, em que foi classificado em terceiro lugar com a Música Todo Dia, que procura irritar profundamente todo mundo que a ouve. Play aí você também:



Vou ali no Bananada ver o Udora, o 2Fuzz, o Pública, o Born a Lion e o MqN. Depois te conto.

quinta-feira, maio 17, 2007

Vídeos Incríveis!

Bananada: Goiânia é Rock!

# Post total vídeo, bem didático:

# # Amanhã, como todos sabem, será o primeiro dia do Bananada 2007, a melhor festa rock de Goiânia da primeira metade do ano. Como comentado fartamente nesses últimos dias, estou curioso pra ver algumas bandas pela primeira vez, louco para rever outras e apostando em qual será a revelação desta edição do festival.

# # Erga-te, o filme representado pelo seu digníssimo trailer aí embaixo e dirigido pelo Felipe Ferreira, conta a história do Graforréia Xilarmônica, clássica formação gaúcha daquele rock inteligente e humorista do fim dos anos oitenta. A banda acabou no ano dois mil, mas em dois mil e cinco ressurgiu das cinzas, gravou um álbum pelo Senhor F Discos, passeou por festivais País afora – inclusive pelo Calango, em Cuiabá –, e no próximo domingo protagonizará a apresentação mais concorrida do dia.

# # # Para assistir ao filme na íntegra, que está dividido em sete partes, você clica no link e se ajeita na cadeira: http://youtube.com/results?search_query=%22Erga-te%2C+Graforr%C3%A9ia+Xilarm%C3%B4nica%22&search=Search

# Nesse outro filminho, o amigo leitor pode dar uma olhada (ou lembrada) em como foi o show do Johnny Suxxx n’ the Fucking Boys no Goiânia Noise do ano passado, e se preparar para a farra dominical. Qual é mesmo o nome da música Lombardi???

# # E nesse outro aqui dá pra sentir um pouquinho da descomunal catarse que foi o show dos Rollin’ Chamas que fechou gloriosamente o Bananada do ano passado. Com direito à apresentação pelo Fabrício Nobre, coro da massa suada e palco com a lotação esgotadíssima.


# # # Em singela homenagem do blog à visita do santo padre do Vaticano ao Brasil, a canção escolhida não poderia ser outra: O Papa tá com aids (?!)



Já volto com mais videozinhos legais como esses.

sábado, maio 12, 2007

Carnaval da farofa!




# Post rápido de sábado pré-churrasco com os amigos.


# # Duas bandas, tão díspares quanto ótimas, ocuparam a titularidade dos music players do blog durante essa semana que termina:

# # # A primeira é a Primal Scream, que (re)balançou os neurônios do amigo aqui com os beats e noises insanos do chapanteXTRMNTR, lançado no começo do ano dois mil. Dele, vai aí embaixo o vídeo-clipe neo-psicodélico do balaço Kill All Hippies, que ordena movimento às articulações de qualquer humano esperto. Desse disco cheio de coisa boa, ainda dá pra destacar a bailarina e hipnótica Accelerator e a frenética Swastika Eyes, confere? Então aperte o play e ensaie uma requebrada psycho você também, aí na cadeira, vai:




# # # # E pra fechar o boteco e e rumar para uma tarde agradável no campo, na companhia dos amigos e dos meus discos, deixo procês aí embaixo um trechinho do Carnival of Sins, devedê supimpa dos farofeiros mais legais da história (depois do Aerosmith, é claro!). Trata-se do clássico Dr. Feelgood, do grande Motley Crue, que embalou momentos bem divertidos do blogueiro nesses últimos dias. Deixe a vergonha de lado, afaste os móveis e capricha na coreografia:




# Gostou?


# # Ah, e mudando de assunto, atenção para o prodígio indie local chamado Diego de Moraes, oriundo lá de Senador Canedo, "interior" de Goiás e que tem o Raul Seixas, o Jorge Ben e o Bob Dylan correndo nas veias. Conhece né?

# # # # Não?

# # # # Falo mais sobre o rapaz aqui no blog na semana que vem, combinado?


Vou ali e volto na segunda!

terça-feira, maio 08, 2007

I’ve Got The Power!!


Gente bonita e clima de paquera na pista de dança do show do Pedra 70
Foto: Érika Teka



# No dia 10 de junho, Goiânia Rock News ocupa as dependências do Bolshoi, e oferece o palco do Pub para o Violins e para a Olhodepeixe comandarem a festa. Nessa noitada o blog mais rock do Brasil Central completa oito meses de atividade, reportando para o mundo o quê de melhor acontece em Goiânia Rock City, sempre atento à intensa movimentação musical que ocorre no Brasil e em todo o ocidente.

# # Na folia serão bem vindos todos os leitores e seus distintos acompanhantes, que poderão conferir as apresentações sempre especiais de duas das melhores e mais promissoras bandas da cidade, além de rebolar o rabinho ao som dos maiores hits do verão, no DJ Set deste amigo digitador aqui. Tudo isso pela módica quantia de dez notas de um real, ou cinco de dois, ou duas de cinco, ou ainda umazinha só de R$10,00.

# # # Logo, logo os flyers da farra estarão passando de mão em mão e poluindo o chão dos eventos mais bacanas que acontecem de hoje até lá, em Goiânia. No mais, as novidades vão aparecendo aqui na tela do blog.


# Daqui a pouco (duas semaninhas) começa o Bananada, festival goiano dos mais legais e que desde o ano passado passou a dar mais atenção à produção roqueira local. Pra ir esquentando as turbinas do pessoal que conta os dias para o início dos festejos, e para conceder um consolo mínimo para quem não poderá se fazer presente no Martim Cererê a partir do dia dezoito, o blog vai postar aqui alguns bons momentos das bandas que farão a alegria das milhares de almas sedentas por barulho, que sempre lotam aquelas duas cúpulas de concreto.

# # Para abrir os trabalhos, segue mais uma das Fora da Lei Sessions, que, como você sabe, são recortes áudio-visuais do quê de mais interessante passa pelos palcos da cidade. Aí embaixo você assiste um pouquinho do show do Dom Casamata e a Comunidade, o incrível trio instrumental composto pelo Zé Junqueira (baterista da Olhodepeixe), pelo Caio Stuart (músico que sabe abusar dos efeitos psicodélicos em sua guitarra e que perambulava por bandas de reggae da capital) e pelo John Walter (antigo baixista da Murder, extinta banda de rap-core da cidade). Play aí!



# No sábado passado aconteceu no palco do Martim Cererê a prévia do Calango, evento que selecionou algumas das bandas que integrarão o line up do festival cuiabano. O resualtado final está listado aí embaixo, e em agosto as bandas vencedoras embarcam suas guitarras e cabeleiras para apavorar na capital do Mato-Grosso. Segue aí:

Unchronics - 60 votos
Johnny e Alfredo e seus
Neurônios Mongóis - 54 votos
Pelúcias - 40 votos
Perfect Violence - 39 votos
Woolloonggabbas - 38 votos
Milena - 37 votos
Suckmind - 35 votos
Goldfish Memories - 31 votos
Magna Vis - 28 votos
Actemia - 7 votos



Pedra 70 private em ação
Foto: Érika Teka


# # Também no sábado passado, o grande Pedra 70 regeu uma festa temática private lá no setor Jaó, repleta de humanos fantasiados de hippies e hippies fantasiados de humanos. Antes de seguir pra lá, o blogueiro aqui cumpriu uma missão de amigo véio, e teve que aportar na casa do Gabriel Lyra, bróder de longa data que encanou de fazer uma festona justamente no mesmo dia que tanta coisa legal acontecia na cidade. Pois bem, entre uma cerveja e outra, juro que degustei umas boas centenas de gramas da maciez sanguinolenta da picanha mal passada (o Gabriel cometeu a hipérbole insana de adquirir TRINTA QUILOS da iguaria) que era oferecida aos convidados.

# # # Depois da orgia gastronômica, rumei para o show mais bicho-grilo da noite, onde estavam os tais humanos e hippies. Antes que as guitarras começassem a falar, o Ângelo Martorelli, dos White Funky Boys, comandava os cdjs, balançando a pista com doses fartas de samba-rock e grooves correlatos. Perto das duas da manhã a banda ocupa o tablado e palheta suas releituras psicodélicas de gemas do nosso rock de outros tempos, mesclando as versões às suas primeiras composições próprias, feitas do mesmo material de seus inspiradores: um olhar atual por sobre a estética adorável daquele rock básico tão característico dos anos setenta.

# # # # Depois de findo o espetáculo revivalista, a Bebel Roriz (Meninas do Rock) assumiu o gerência do som, comandando a pista por cerca de uma hora, logo antes desse amigo escriba aqui (a essa altura já completamente embriagado) tomar a frente e cometer o set mais despreocupado (bêbado?) da noite, que fez sair das caixas de som incríveis misturas: Oingo Boingo com Gossip, Guns N’ Roses com A-Ha, Scissor Sisters com Duran Duran, e até Van Halen com Snap. Pode?


# # # # # I’ve Got The Power!!

quinta-feira, maio 03, 2007

Apenas mais quatro dias...

Johnny Suxxx & the Fucking Boys
Foto: Bernardo Borghetti


Feriado prolongado caseiro, com visitas amigas, peixe e churrasco, cerveja belga, nenhuma badalação e, quase no fim da folga, uma péssima notícia. Dona Benedita, minha avó, morreu.

****** **** *** ** *

# O Johnny Suxxx & the Fucking Boys disponibilizou uma prévia de Make Up and Dream, disco que faz comédia com o nome primeiro EP do Violins, o Wake Up and Dream, e deve conhecer a luz do mercado em brevíssimo. Essa amostra é composta por quatro canções das boas, cheias de guitarras rascantes, canalhice hard-rock e feeling auto-destrutivo. As quatro músicas você pode escutar e adquirir na página do grupo no MySpace. Essa aqui ó: http://myspace.com/johnnysuxxx


# O MqN, que na segunda feira passada ocupou, aqui em Goiânia, o palco da Hora do Rock, ao lado da Bang Bang Babies, lá no República Studio, está de saída para um rolé pelo Brasil. A partir de amanhã o quarteto mais candente do novo rock nacional inicia uma série de shows pelo nordeste. Depois de 4 apresentações voltam pra Goiânia, para o Bananada, em seguida fogem para o sudeste, retornam ao centro-oeste e , por fim, sobem para o norte do país. Em Goiânia, Bê-Agá e São Paulo, o MqN se acompanhará do grupo lusitano Born A Lion. Confere aí:

"NEM TENTE FUGIR, BABY! EU ESMAGAREI SEUS OSSOS!"
04/05 - Superdrive - órbita bar - Fortaleza - CE
04/05 - Prévia Ponto.CE - Hey Ho Rock Bar - Fortaleza - CE
05/05 - Festival MADA 2007 - Arena do Imirá - Natal - RN
06/05 - Lançamento do CD da Vamoz - Down Town Pub - Recife - PE
19/05 - Festival BANANADA 2007 - Martim Cererê - Goiânia - GO
23/05 - Tour MQN + Born A Lion - Bolshoi Pub - Goiânia - GO
24/05 - Tour MQN + Born A Lion - A Obra - Belo Horizonte - MG
25/05 - Tour MQN + Born A Lion - CB Bar - São Paulo - SP
26/05 - Tour MQN + Born A Lion - Inferno Club - São Paulo - SP
09/06 - Festa Fora do Eixo - Casa Fora do Eixo - Cuiabá - MT
28/06 - Noitada Monstro com Relespública - Bolshoi Pub - Goiânia - GO
06/07 - PMW Festival - Parque Cesamar - Palmas - TO
28/07 - Festa do Casarão - Casarão - Porto Velho - RO


# # E por falar em MqN, a versão em vinil do último single das Fuck CD Sessions, Cobra, está encartado na última edição da revista Decibélica e pode ser adquirido em qualquer banca de revista de Goiânia. Nesse sexto, e comemorativo, número da revista, o MqN é a estrela da capa e de uma extensa matéria assinada pelo mítico Fernando Rosa, jornalista editor do site/selo/agência de notícias Senhor F.

# # # Pra quem não é de Goiânia e quer o vinilzinho na sua coleção, vai lá no site da Monstro Discos que eles ajeitam a coisa pra você: www.monstrodiscos.com.br

# # # # Nessa mesma edição da Decibélica, como já cansei de escrever aqui, tem também uma longa e saborosa entrevista que fiz com o Violins, no apagar das luzes da gravação do disco novo, o empolgante Tribunal Surdo. Se você não tem a revista em mãos e quer conferir o papo, clica no link aí embaixo que ele te leva pra coluna que assino no portal da Dynamite, a Fora do Eixo. A entrevista está dividida em duas partes, nas últimas colunas.
http://www.dynamite.com.br/portal/view_coluna_action.cfm?id_colunista=32&id_show=1228


# No próximo sábado, lá no Refúgio, o Pedra 70 oferece mais um de seus shows repletos de nostalgia roqueira nacional, onde recria com muita personalidade os clássicos do rock brasileiro feito nas décadas de sessenta e setenta. Coisas tipo Mutantes, Tutti-Frutti, Gal Costa (daquela adorável e radicalíssima fase psicodélica), Casa das Máquinas, Som Nosso de Cada Dia, enfim, todas aquelas bandas que incendiavam os humanos loucos de ácido aqui no Brasil. A festa é temática (exige-se traje característico dos anos 70, aquela coisa hippie, você bem sabe) e só existem cento e cinqüenta ingressos disponíveis para a noitada. Se você quiser “colar” lá, clica nesse link aí embaixo e se organize.
http://orefugiojao.spaces.live.com/

# # Além do sempre empolgante show do Pedra, a pista de dança fica por conta das discotecagens espertas da Bebel Roriz (Meninas do Rock) e do Ângelo Martorelli (White Funky Boys), que dividem as atenções com o dj set deste blogueiro amigo aqui, que promete botar o povo pra dançar com os melhores rocks da história. Vamo lá?

***** **** *** ** *

Abri a porta e enxerguei a velhinha lá dentro, com um sorriso fraco nos lábios, a cabeça recostada no travesseiro e um olhar cansado. Uma tia, dois tios e dois primos ocupavam todos os lugares do sofá e quase todas as poltronas. Beijei minha avó, que deixou escapar fraquinho um “Deus te abençoe”. Beijei os tios e tias e cumprimentei os primos com piadinhas sobre a barba (a minha e a deles). Todo mundo voltou para as amenidades que ocupavam o papo. Sem muito interesse na frivolidade forçada da conversa, alternava meu olhar entre os anúncios na tevê, de automóveis que garantem não te deixar com cara de tiozão (ou os de iogurte, que prometem regular o intestino da mulher moderna), e a figura frágil e flácida da outrora poderosa matriarca do meu clã, deitada pesadamente naquela cama de hospital.

Já havia quase dois anos que todos esperavam pelo pior, mas sempre que ele ameaçava, a velhinha dava um jeito de espantar ele pra lá, e sucessivamente voltava “saudável” pra casa, depois de uma temporada internada. Silenciosamente todos aguardavam que fosse assim mais uma vez.

Mais gente na porta. Outra tia, uma prima e um primo. Depois dos beijos e abraços remodelamos a configuração dos assentos ocupados, privilegiando as senhoras e deixando os mais jovens de pé, respeitando a inquebrável hierarquia gênero-etária da minha família (acho que de qualquer família, na verdade).

Logo os homens se agruparam e começaram as piadas, que abaixavam de volume conforme aumentavam seu teor de pornografia. Menos um dos meus tios, que ao lado da cama da vovó, examinava uns papéis, com um olhar concentrado, e de minuto em minuto tentava afrouxar a gravata. Parece que nunca conseguia, por que sempre tentava de novo, levantando a sobrancelha esquerda e coçando a testa perto das entradas avançadas da, antigamente, vasta cabeleira. Ninguém queria pensar muito na situação, e ocupava a cabeça com qualquer outra coisa.

Batidas na porta. Minha vó foi quem percebeu, já que uns riam e outros faziam rir. Só eu e a velhinha não estávamos envolvidos na rodinha de anedotas, ou mergulhado em papéis cheios de números. Eu ainda ficava de olho nos comercias do shampoo restaurador que reduz a queda de cabelo em até setenta e sete por cento, esperando minha vozinha olhar pro outro lado, pra admirar constrangido e incógnita a degradação física do fim da vida, que vem junto com tantas manias e um bocado de sabedoria.

Fui atender a porta, mas resolveram não esperar e antes que eu alcançasse a maçaneta, mais um casal de tios, outro primo, e mais duas primas entraram alegremente no quarto lotado. Beijaram minha avó, que tinha desistido de dizer qualquer coisa, contemplando solene e feliz os seus ao redor, que não poderiam defendê-la para sempre da morte, mas que a protegeriam da solidão fria de um hospital, nos últimos dias. Dava pra ler nos olhos da minha vozinha que esse era o único consolo de que ela precisava agora: da família reunida à sua volta, “feliz” e fingindo que nada de grave estava acontecendo. Dava pra sentir que era uma despedida!

Quase chorei quando meu olhar cheio de juventude e “inocência” cruzou com a intensidade vítrea daquele par de olhos de oitenta e um anos, repletos de reflexão, contemplação e memória. Exatamente o triplo da idade que minha certidão de nascimento registra hoje.

***

Na manhã seguinte o organismo da velhinha se rende ao tempo e os aparatos tecnológicos da Unidade de Terapia Intensiva são postos em campo para garantir mais uns dias para minha vozinha. Apenas mais quatro dias...


***** **** *** ** *

sexta-feira, abril 27, 2007

Quem Tiver de Sapato Não Sobra!



# Mais duas bandas foram somadas ao line-up do Bananada 2007. A gaúcha Pública, que encantou parte da crítica especializada no ano passado com o rock doce e beatle de Polaris, o primeiro disquinho da turma. O outro conjunto é formado pela moçada do Dimitri Pellz.

# # Depois de tanto ler e ouvir falar da Pública estou bem curioso para conferir se tanto confete confere com a realidade. Por enquanto dá pra dizer que Polaris é mesmo um disco responsa, que exala melodias e considerações líricas das mais sensíveis do mercado, e tudo amarrado com a delicadeza de guitarras e pianos. Estarei lá para tirar a prova.


# A Fora da Lei, coletivo goiano de criação áudio-visual dos mais fecundos, dos amigos Sérgio Valério e Carlos Cipriano, está comemorando cinco anos de atividade. Até uns dois anos atrás, o blogueiro aqui integrava ativamente o núcleo de produção do coletivo, sendo responsável por roteiros, pesquisa e textos do programa de rádio Espírito da Música (Rádio Universitária - 870AM), que chegou a ser premiado como Melhor Programa Musical da Rádio goiana, pela faculdade Cambury (hoje incorporada à Universidade Católica). Além de, durante alguns anos, fazer a cobertura conjunta dos festivais da cidade, que resultaram em farto material em vídeo, ainda bruto e sem destinação certa, (nessa época o blogueiro assinava a então coluna Goiânia Rock News no Cybergoiás.com).

# # Também dá pra botar na lista de parcerias entre o amigo aqui e a Fora da Lei, a mostra Quem Tiver de Sapato Não Sobra, que foi realizada quinzenalmente durante vários meses de 2004 nas dependências do antigo Complexo Cultural Chafariz, outrora instalado ali no Palácio da Cultura, no Café-Teatro que tinha lugar na parte de cima da biblioteca Marieta Telles, na praça Universitária. A mostra, que sempre ajuntava mais de uma centena de humanos e chamou atenção até da TV Anhanguera, que mandou repórteres mais de uma vez, apresentava o creme da produção áudio-visual independente goianiense e brasileira.

# # # E tudo isso aí sem falar nas recentes Fora da Lei Sessions, que nada mais são do quê sessões aperiódicas que mostram pequenos flagrantes do quê de melhor acontece nos palcos da cidade, postados no Youtube e reproduzidos aqui na tela do blog. Você mesmo já assistiu um monte de coisa boa aqui, né?

# # # # E para celebrar uma data tão especial, a Fora da Lei vai promover uma outra mostra, dessa vez só com os trabalhos dos incansáveis Serginho (o Serjunkie) e Carlos Cipriano, além dos primeiros trabalhos como diretora da Andréa Miklos, a esposa do Sérgio. A festa vai acontecer lá no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, nos dias dois e três de maio (quarta e quinta), com ingressos a preços simbólicos de um e dois reais, respectivamente.

# # # Programe-se aí e chega lá, você não vai se arrepender!

Programação:

*Eu ando tão besta agora ou Sonhos nunca mais
(Sérgio Valério / 2002, 1 min)

*Aqui é Rock!
(Carlos Cipriano e Sérgio Valério / 2002, 6 min)

*Calado ou Não chore, é apenas um filme
(Sérgio Valério / 2003, 2 min 30")

*6:35 pm
(Sérgio Valério / 2003, 2 min)

*O desespero fotográfico de meu pai
(Carlos Cipriano / 2003, 3 min 30")

*As 24 donzelinhas
(Carlos Cipriano e Sérgio Valério / 2003, 3 min)

*P/ Maysa
(Sérgio Valério / 2003, 1 min)

*O filme que nunca existiu
(Sérgio Valério / 2005, 6 min)

*Um Cabra Nu Escuro
(Sérgio Valério / 2005, 8 min e 30")

*Do you remember when we rock?
(Andréia Miklos e Sérgio Valério / 2006, 4 min)

*Curiosos, delirantes... ou Eu tenho medo do seu amor
(Carlos Cipriano / 2006, 6 min)

Lançamento dos curtas:

*Flower power
(Sérgio Valério / 2007, 1 min)

*Sábado 14 ou Um filme para festas ravers
(Andréia Miklos / 2007, 2 min 30")

*Minha árvore
(Andréia Miklos / 2007, 4 min)

*Violas, batucos e outras folias
(Carlos Cipriano / 2007, 15 min)



# Final de semana prolongado e muita coisa boa pra preencher as noites da folga. Hoje, sexta-feira, a boa é o Ziggy Box Club, que vai chacoalhar os humanos com a noite Samba, Soul e Rock, com discotecagens do Fabrício Nobre, do Múcio e da Marcelle.

# # Amanhã à tarde, a primeira prévia do Bananada 2007 acontece lá no pátio da Ambient Skate Shop, no 1º Ambient Despenque no Gap, com skatistas malucos despencando do vão que separa a loja da pista de manobras, e que vai contar com show do The Envy Hearts, mais discotecagem rock.

# # # Já à noite você vai ter que se decidir: o Ziggy Box apresenta a noite Botinada, com o ilustríssimo e lendário Kid Vinil comandando o som, ao lado do Nobre e do Gustavo Vasquez.

# # No club Fiction, a folia fica por conta dos djs candangos Pezão e Barata, que convidam seus colegas goianos Öric e Ângelo Martorelli, dos White Funky Boys, para dividir as atenções da pista na primeira edição goiana da tradicional Criolina, festa que há dois anos lota o bar do Calafi todas as segundas feiras, na capital federal. O Criolina dá tanto o que falar em Brasília, que já ultrapassou os limites de festa semanal e virou programa de rádio e tevê.

# # # O som do Criolina? Tudo de melhor que o jazz, o samba, o funk e o soul já deram ao mundo. Sem contar a enorme curiosidade do pessoal, que descobre beleza até na lambada e no folclore do leste europeu.

# # # # E na segunda feira (véspera de feriado) o Bolshoi Pub apresenta o tradicional tributo ao Led Zeppelin, que tanto já foi elogiado na cidade, pela fidelidade na reprodução dos clássicos da banda de Page e Plant.



Por enquanto é só, tudo bem pra você?

quarta-feira, abril 25, 2007

"Panela velha é que faz comida boa!"


# Saiu a programação do Bananada 2007. Essa é a segunda edição desde a reformulação no formato do festival, que a partir de 2006 girou seus holofotes para as bandas da cidade – que passaram à condição de headliners nas três noites –, e aprofundou o diálogo entre a produção local e o quê de melhor acontece na nova música brasileira de guitarras. No ano passado a aposta deu certo, e os goianos – MqN, Violins e Rollin’ Chamas – fizeram as honras de atrações principais com louvor, mantendo a casa cheia até o último decibel.

# # Dessa turma toda listada aí embaixo, o blogueiro aqui recomenda atenção especial para alguns nomes, anota aí:

# # # Dom Casamata e a Comunidade é um trio instrumental cheio de coisa pra dizer. Baixo, guitarra e bateria a serviço do groove e de vôos psicodélicos. Chegue cedo no domingo! Perder o show da Graforréia Xilarmônica também seria um pecado mortal contra o folclore pop nacional, esteja lá.

# # # # Estou curioso pra ver o Envy Hearts. Ainda não os vi ao vivo, mas já me recomendaram. Dessa vez eu vejo. Outra que que despertou minha curiosidade, mas não sei muito bem o quê esperar do show é a amazonense Mezatrio, que tanto já agradou, como desagradou, em audições esparsas de MP3 avulsos. A cearense 2Fuzz já é velha conhecida. Em 2005 recebi um material bem bacana deles, com um disco em digipack, por nome Amousia, além de um devedê com dois vídeo-clipes caprichados. Vamos ver agora se os o pós-grunge enfeitado de tristeza do pessoal funciona ao vivo. Também vou prestar atenção no show do Rockz, pra ver se é mesmo tudo o que falam por aí. Sei não... Ver o MqN jogar em casa é sempre divertido, apesar das altíssimas e insuportáveis temperaturas que a cúpula de concreto do teatro - e quem está destro dela - tem de suportar nessas ocasiões.

Agora, curioso mesmo eu estou pra ver o que restou daquela, outrora, maravilha mineira chamada Udora. Depois de lançar o magnífico Liberty Square, e de uma temporada de cinco anos perambulando pelos EUA, a banda voltou para o Brasil desfigurada. Uma vez na terrinha, Gustavo Drummond, o vocalista e compositor, chamou novas figuras e reativou o conjunto, mas dessa vez cantando em português. O que eu ouvi dessa nova fase entoada na língua pátria não desceu bem de jeito nenhum. Tá certo que eram gravações da pré-produção do disco Goodbye-Alô (que sai em breve), longe do que viriam a ser definitivamente, mas mesmo assim...


# # # # # No mais, estarei firme ali ao lado do palco nas apresentações do Diego de Moraes (o nosso Raul Seixas indie, hehehe), da Monno (mais por curiosidade que por qualquer outra coisa), do Shakemakers e do Violins.


# E a sua lista prévia de favoritos no Bananada 2007, qual é? Digaê.


18/05 – Sexta-Feira
Mechanics - GO
Violins - GO
Shakemakers - GO
Coletivo Rádio Cipó - PA
Devotos - PE
Barfly - GO
Super Hi-Fi - RJ
Del-O-Max - SP
Sangue Seco - GO
Monno - MG
Watson - DF
Goldfish Memories - GO
Diego de Moraes - GO

19/05 – Sábado
Valentina – GO
MqN – GO
Trissônicos – GO
Born A Lion – Portugal
Udora – MG
Vamoz – PE
Motherfish – GO
Rockz – RJ
Black Drawing Chalks – GO
2 Fuzz –CE
Mezatrio – AM
The Envy Hearts – GO
Chapéu, Cerveja e Frustrações – GO

20/05 – Domingo
Desastre – GO
Rollin’ Chamas – GO
Johnny Suxxx & The Fucking Boys – GO
Daddy-O-Grande + Dead Rocks – EUA +SP
Graforréia Xilarmônica – RS
Mersault e a Máquina de Escrever – GO
Banzé – SP
Stereoscope – PA
Galinha Preta – DF
Slot – SP
RPDC – GO
Woolloongabbas – GO
Dom Casamata e a Comunidade - GO
.
.
.
# E aí, gostou?
.
# # Ou não vai passar "nem na porta"?
.
# # # Hehehehe
...

segunda-feira, abril 23, 2007

When MC5 meets Aretha





# O posto de banda mais legal desses últimos meses vai mesmo para a Bellrays, que – cruzem os dedos – deve aterrissar toda a sua adorável garagice soul em palcos tupiniquins antes de o semestre virar. Cotados como uma das atrações principais do brasiliense Porão do Rock (ao lado do Mudhoney), a Bellrays não é exatamente uma novata, está na ativa desde 1991, lançou quatro discos (além de compactos em vinil e fitas cassete) e já se encheram dos jornalistas que tentam rotular o som bacana que fazem, e que sempre caem no clichê do “When MC5 meets Aretha Franklin”.


# # O último disco do quarteto, Have A Little Faith, ainda mistura a barulheira do garage-rock com a sensualidade elegante da soul music, evidenciando ainda mais a voz poderosa e negra de Lisa Kekaula, o que dá mostras fartas da saúde artística de uma grande banda em seu melhor momento.

# # # O Porão do Rock tá chegando. O blog vai arranjar um jeito de acompanhar in loco tudo o que vai acontecer nesse grande festival, e de lá mesmo reporta os melhores momentos para o amigo leitor que ficar em casa. Combinado?


# # Outra banda que tem girado bastante nos players do blogueiro aqui é a goiana Valentina, que estreou em disco recentemente. Ainda não ouvi o álbum as duas dúzias de vezes que sempre levo pra preparar uma opinião, mas dá pra dizer que fiquei até surpreso. Nunca tive muita simpatia pelos shows bagunçados e por demais performáticos do grupo, mas a bolachinha, que veio recheada de guitarras ferozes e beats acelerados, parece revelar um amadurecimento imenso. Vou ouvindo e mais pra frente boto umas linhas sobre o disco aqui.


# Mais um disco que em breve pula na tela do blog é o Al Qaeda Greatest Hits, premiére em cd do Corja, grupo liderado pelo polêmico proprietário da Two Beers or Not Two Beers e amigo do blog, Wander Segundo. Entupido de distorção, velocidade e vocais infernais, o disco tem vários bons momentos, onde a rebeldia e agressividade incontida do Segundo toma sua forma mais bem acabada (muito, mas muito melhor que os rompantes de “moralismo purista underground” que já nos acostumamos a esperar dele no Orkut). Como estou com o disco no player já há um bom tempo, vou tentar colocar esse texto já no próximo post.


# O Autoramas está em turnê pelo velho continente. Depois de levar suas guitarras para passear na Inglaterra e em Portugal no meio do ano passado, em 2007 os cariocas engendraram uma visita mais demorada pela Europa. Com onze datas confirmadas, o trio iniciou sua tour européia antes de ontem, novamente em Portugal, mas ainda alcançará ouvidos belgas, holandeses e espanhóis.

# # Dá uma olhada no itinerário descoladésimo da rapaziada:

* 20/04, sexta
Local: Bar Lounge – Lisboa, Portugal
barlounge.blogspot.com/

* 21/04, sábadoDividindo palco com o Murdering Tripping Blues
Bar Sol Posto - Castro Verde, Portugal
www.myspace.com/groovierecords

* 24/04, terça
Dividindo palco com o Preachy Boys
Via Club Coimbra - Coimbra, Portugal
www.myspace.com/coimbraofftherecord

* 26/04, quintaDividindo palco com o Fat Freddy
Porto Rio - Porto, Portugal
www.porto-rio.com

* 27/04, sextaDividindo palco com o Murdering Tripping Blues
Alfa Bara – Leiria, PORTUGAL
www.myspace.com/baralfa

* 28/04,sábadoDividindo palco com The Act-Ups
Sociedade Harmonia Eborense - Évora, PORTUGAL
www.myspace.com/socharmonia

* 30/04, segundaDividindo palco com o Green Machine
La Iguana Club - Vigo, Espanha
www.laiguanaclub.com

* 03/05, quinta
The Frontline - Ghent, Bélgica
www.thefrontline.be

* 11/05, sexta
The Black Lotus - Terneuzen, Holanda

* 12/05, sábado
Dividindo palco com o The Hydroids
The Carlo Levi - Liege, Bélgica
carlolevi.be

* 13/05, domingo
The Ace Cafe - Rumst, Bélgica
www.acecafe.be

# # # O site do conjunto capitaneado pelo Gabriel Thomaz conta ainda que em breve sai o quarto disco do grupo, sucessor de Nada Pode Parar os Autoramas. O disco está sendo produzido pelo novo midas do pop, o Kassin (que já trabalhou com Los Hermanos e é integrante do projeto +2, ao lado de Moreno Veloso e Domenico Lancelotti), com co-produção de Berna Ceppas, nas dependências de seu estúdio, o Monaural, no Rio de Janeiro.


# Pra terminar: o Espaço Cubo, coletivo cuiabano dos mais atuantes no rock independente nacional, completa cinco anos de atividade intensa e de serviços prestados à articulação que tantos cartuchos e oportunidades tem dado nova música brasileira. Parabéns para os bródis de Hell City. Certeza absoluta de que estamos no caminho certo! http://www.cubocomunicacao.blogger.com.br/news_aniversario_espaco_cubo_05anos.htm


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Até daqui a pouco!