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quarta-feira, março 21, 2007

Longe de teclados e Logins.



O novo Daniel Johns apresenta o novo Silverchair
Foto de divulgação



# Oi, tudo bem?

# # Dei uma sumida né? Gastei um tempo revendo velhos e valorosos amigos, dei um pulo até Brasília pra visitar a mana, e tudo isso me afastou de teclados e logins por uns dias, mas novamente gás total nisso aqui. Vai lendo aí:


# Na sexta feira passada, o Ziggy Box Club se encheu de gente interessada nos shows do NEM e do Barfly, que se apresentariam entre as discotecagens do blogueiro aqui, do Johnny Suxxx, do Fabrício Nobre e da Marcelle. Perto da meia noite o NEM subiu no palco e num espetáculo cheio de irreverência pop radiofônica oitentista, revelou as canções que foram gravadas recentemente com o produtor gaúcho Iuri Freidberger. A mais legal delas, Aventura, foi comemorada por boa parte da centena e meia de humanos presentes, que além de cantar junto com a banda, malhava sem dó o solado do All Star surrado no piso do clube. É bem verdade que muitos reclamaram a presença das velhas canções do primeiro disco, o que não aconteceu, já que a formação antiga era um quinteto e contava três guitarras, número que hoje é a soma completa dos integrantes do grupo.

# # Podem dizer o que quiserem, mas pra mim essa nova fase do NEM, com músicas mais simples e econômicas, além das guitarras assobiáveis e venturosas, supera o superestimado (inclusive por este que vos tecla) debut Harmonicaótica, produzido pelo Sérgio Dias e repleto de premeditações e filigranas de estúdio. Dá pra arriscar que a próxima bolachinha do grupo, com composições assinadas pelo guitarrista Léo Firefox e pelo baixista Fabiano, ganhará a simpatia dos nostálgicos que ainda enxergam no NEM aquela mesma banda que tocava Psicotrópicos de Caprocórnio e Pó de Césio em todo show. É só esperar.

# # Findo o show do NEM, o amigo aqui assumiu os cdjs e despejou uma seqüência supimpa para a pista. O set incluía, entre outros, a (pelo menos até agora) one hit band The Gossip, dona da ótima Standing the Way of Control, os britânicos do interior de São Paulo do Wry, com Come and Fall, o sempre bom Barão Vermelho, com Invejo os Bichos, além da dupla de mestres do Daft Punk, com Robot Rock. Fora as gemas dançantes do New Young Pony Club (Get Dancey), Nação Zumbi (Hoje, Amanhã e Depois), Radio 4 (Too Much To Ask For), The Rapture (The Devil), e uma pá de outras.

# # # Seguindo o programa da noite, o Barfly ofereceu toda sua aflição guitarreira para um público já um tanto disperso. É bem verdade que muita gente acompanhou e cantou junto as canções do grupo que deu um rolê por Londres por esses tempos, mas nunca me enamorei das melodias do quarteto, o que talvez tenha me impedido de ver a tal beleza que tanto encanta os fãs da banda. Como dizem meus amigos, gosto é igual bunda, uns tem, outros não.

# # # # Hehehehe: é brincadeira viu, não precisa se sentir ofendido.


# # # # # Depois do Barfly abandonar o palco, Fabrício Nobre tomou posse da cabine do dj e num curtíssimo e alcoólico set desfilou, entre pouquíssimas outras, Feel the Pain do Dinosaur jr, Let's Make Love and Listen The Death From Above do Cansei de Ser Sexy e Joker and the Thief do Wolfmother.


# No sábado, a boa era a Noitada Monstro Disco Tech, realizada no Club Fiction. Para botar um som pra moçada estalar o esqueleto, foram convocados o dj paulistano Tchello Strike (que já trabalhou com bandas do calibre de Pin Ups, Mickey Junkies e Forgotten Boys e hoje é residente dos clubes paulistas Casa Belfiori, Inferno e Fun House. Além de produzir as noites Strike, Hell, oh!Dear e Vendetta), novamente o Fabrício Nobre, o Johhny Suxxx, e o mítico Senhor F. Sem lotação completa, mas com centenas de almas roqueiras dispostas a amanhecer, a noite foi carregada de guitarras furiosas, new wave dançante e palminhas felizes. Segundo o nobre Fabrício, em abril tem mais.


# Mais uma banda que promete disco para breve é a sergipana Rockassetes que, residindo em São Paulo já há algum tempo, conseguiu a atenção indie nacional com o single As Flechas – lançado em parceria com a revista eletrônica Senhor F –, e roletou pelo circuito de festivais Brasil afora, além de apresentar seu sixtie rock dançarino no Mtv Banda Antes. O grupo já lançou dois EPs, mas essa será seu primeiro álbum.


# A próxima edição da revista Decibélica, que chega às mãos do povo rock a partir do dia trinta e um de março – depois da estrondosa festa de lançamento com os Forgotten Boys, MqN e Rockfellers –, traz o rumoroso quarteto goiano MqN na capa e em matéria especial assinada pelo lendário jornalista Fernando Rosa, o próprio Senhor F, uma longa e saborosa entrevista com o Violins, que abriu o jogo para este repórter sobre o esperado Tribunal Surdo, mulheres à beira de um ataque de riffs em belém, Grito Rock Integrado, Goldfish Memories e muito, muito mais, em dezenas de páginas repletas de infos e fotos do possante novo rock brasileiro.


# E o Valv, a melhor das guitar bands de Minas Gerais, por onde anda? O conjunto de Bê-Agá que assina o admirável EP Ammonite,de 2001, e o ótimo álbum The Sense of Movement, de 2004, não dá notícias já há um bom tempo. Havia músicas novas no repertório do grupo, mas nenhuma notícia sobre um novo lançamento. O site da banda encontra-se fora do ar e sua url redireciona para a página do quarteto no site de sua gravadora, a carioca midsummer madness, e sua comunidade no Orkut está abandonada, entregue aos spammers. O que terá acontecido com o Valv?

# # O site da mmrecords disponibiliza para download, dez lindas canções dos mineiros mais ingleses do reino do pão de queijo. Lá o distinto leitor poderá adquirir gratuitamente todos os belos momentos de melancolia e explosão guitarreira do EP Ammonite, distribuída em seis canções da melhor qualidade. Atenção especial para as incrivelmente belas Debtor’s Jail e Over It. Já de The Sense of Movement, o selo fluminense libera quatro faixas, das quais se destacam Middle English, e a faixa título, que conta com participação da Fernanda Takai, do Pato Fu. Tá tudo aqui ó: http://mmrecords.com.br/200610/valv/


# E o grande Silverchair dá mais algumas notícias sobre o tão esperado Young Modern, que com lançamento marcado para dia trinta e um de março, incrivelmente parece não ter vazado até hoje para a grande rede. No Myspace da banda, foi disponibilizada, fora o ótimo single Straight Lines, mais uma música que estará no track list desse que é o quinto álbum dos australianos. All Across the World tem uma estranheza vocal e instrumental que, a princípio, incomoda, mas ajeitada entre aqueles conhecidos e magistrais arranjos sentimentalistas, confundiu a cabeça do blogueiro. Depois de umas audições mais atenciosas, posto algo aqui.


# # Aparentemente fora do repertório fechado do álbum, Sleep All Day escancara a estranheza anunciada em All Across the World, mas dessa vez flertando com as pistas de dança, enquanto uma versão ao vivo de Don’t Wanna Be the... é carregada nos metais e acelera a cozinha enquanto Daniel Johns riffa sua guitarra e esgoela seu sonho metaleiro.

# # # Segundo a Wikipédia, o track list oficial do disco é esse aqui ó:

1. Young Modern Station
2. Straight Lines
3. If You Keep Losing Sleep
4. Reflections Of A Sound
5. Those Thieving Birds (Part 1)
6. Strange Behaviour
7. Those Thieving Birds (Part 2)
8. The Man That Knew Too Much
9. Waiting All Day
10. Mind Reader
11. Low
12. Insomnia
13. All Across The World

# Seguindo com as Fora da Lei Sessions, um vídeo com o surf mineiro da Surmothefuckers, num show realizado durante a edição de 2002 do Goiânia Noise Festival. Confira apertando o play.





Então tá!

Um comentário:

Priscilla disse...

É, cadê o Valv? Valv no Bananada já!