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quarta-feira, outubro 31, 2007

Bratislava!

Zach Condon, do Beirut
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# O Sigur Rós entrega oficialmente ao mundo, dia cinco de novembro, o sucessor do magnífico Takk, de dois mil e cinco. Hvarf-Heim já percorre a web, para vosso download, e será lançado simultaneamente com Heima, filme que ganha os cinemas da Inglaterra também em novembro e exibe a desenvoltura do grupo em território islandês. No resto do planeta, o documentário chega mesmo através do devedê.


# # Hvarf-Heim não é exatamente um álbum de inéditas, ainda que as tenha. Trata-se de um disco duplo, onde na primeira parte constam canções nunca antes gravadas – mas que já eram executadas ao vivo há tempos, enquanto a segunda parte dispensa um tratamento acústico para clássicos dos álbuns anteriores.


# # # Ainda estou em fase de aclimatação, acolhendo, escolhendo e permitindo que o perfeccionismo detalhista e minimal das atmosferas agudas e solenes se instalem no meu conhecimento. As tessituras de sonho e ambiências espaciais grandiosas de Hvarf disputam espaço com o intimismo acústico e delicado de Heim, que consegue, em arranjos mais contidos que os originais, imprimir ainda mais intensidade sentimental em espoletas emocionais geladas, da categoria de StarÃiflur e Agäetis Byrjun.


# # # # O Sigur Rós é o mestre nessa de construir ambientações, justapor camadas melódicas e espalhar texturas glaciais, adornando esse tramado faustoso com as mais nobres minúcias instrumentais, criando um painel de onirismo idílico entorpecido que arranca qualquer par-de-ouvidos decente da realidade consensual, e o mergulha num incrível experimento de prazer sensorial.

Pelo menos enquanto durar a canção.


# # # # # Segue o trailer de Heima, o filme dirigido pelo Dean Deblois (aquele mesmo que, em parceria com o Chris Sanders, fez Lilo e Stitch – longa de animação da Dysney, em dois mil e dois). Just Push Play:






# Zach Condon é mesmo um sujeito esperto. Não tem mais do que vinte e um anos, e lançou outro dia um dos discos mais legais do ano, o Flying Club Cup , do Beirut – o nome que escolheu para acompanhar sua obra. Mais caprichosamente refinado que o incrível Gulag Orkestar – lançado ano passado, Condon estabelece um diálogo tímido entre seu gypsie-pop-folclórico e a tradição francesa, o que confere ares mais elegantes e menos mitológicos ao track-list.


# # Se em Gulag Orkestar a ordem do dia era o mergulho na tradição dos balcãs, percorrendo passionalmente a crueza histórica dos instrumentos tradicionais e lustrando tudo com a intensidade das melodias vocais, em Flying Club Cup tudo soa mais planejado, ponderado, e o resultado é cadente, tranqüilo e amável.

# # # Acompanha muito bem tanto um jantar pomposo com o seu sogro garotão, quanto um porre de vodka solitário e lamurioso, no sofá de casa.

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Vou ali botar o Love Gun do Kiss pra fazer barulho na vitrola. Tchau


3 comentários:

S. S. Simmons disse...

Kiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissssssssssssssssssssssssssss!

Er, foi mal...

Anônimo disse...

éééééééé........

Mogwai e Godspeed You! Black Emperor são chatíssimos.....Sigur Rós é legal......bom saber disso...

Anônimo disse...

Gostei bem desse FCC do beirut. Tô baxando o gulag okerstar agora.