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quinta-feira, dezembro 20, 2007

Ei, Eu Sei Que Música É Essa!

Make Up and Dream


Só agora fui dar moral pro It Won’t Be Sonn Before Long, o último disco do Maroon 5, lançado no semestre passado. O grupo liderado pelo cantor/guitarrista Adam Levine padece de uma fama meio suspeita, que os aproxima demais daquelas bobagens de apenas um verão. Mas a aparente fugacidade das canções de três minutos do quinteto esconde uma peçonha soul de eriçar seu black power, se é que você me entende.


Quem não se lembra de imediato, e sacode pelo menos o pescoço (batendo o pezinho), quando Hard to Breathe ou This Love explode nas caixas de som? Qualquer uma delas. Onde está essa efemeridade toda, se metade de Songs About Jane – o primeiro disco - chacoalha pistas de dança de todo o ocidente há mais de cinco anos?


It Won’t Be Sonn Before Long não traz nenhuma ruptura, nem passa perto de grandes experimentos, é só mais daquele poppy-soul branquelo muito bem maquiado de sempre. Aliás, novidade não é bem a praia do Maroon 5 (a começar pelo nome), e você se daria bem se explicasse pra sua namorada nova, que eles soam como o Jamiroquai, mas com uma porção extra de açúcar-de-estúdio, e uns gravões R&B pra testosteronizar um pouco a coisa.


Tudo bem que os garotos também se derretam em baladas doloridas, e aí se processam como um resultado esquisito de uma cópula bizarra entre o enternecido Coldplay e toda aquela sensualidade da Motown do fim dos anos setenta.


Isso quando não cismam de imitar o Police, em Want Go Home, Can’t Stop e Not Falling, e incrivelmente conseguem se dar bem. Ou quando fazem seu lado mais cafona (aquele que gosta de Keane e escutava rádio nos anos oitenta) emergir sem aviso e te pegar de jeito em Goodnight Good.


Kiwi te lembra que esse é mesmo um disco do Maroon 5, enquanto Better That We Break resgata o lado mais soul dos Jacksons Five. Mas pra despedida, os quatro rapazes investiram num R&B muito bem-comportado e sem veneno algum, Infatuation, dando a impressão de que o disco poderia, muito bem, ter acabado na faixa treze e dispensado uma quase-diabetes, no final.





# Make Up and Dream, debut do Johnny Suxxx & The Fucking Boys, não quer saber de reinventar a roda: enfileira riffs “roubados”, abusa de clichês e chavões sem nenhuma cerimônia, ensaia uma pose de rockstar-terceiro-mundista cheia de um glamour com prazo de validade vencido, e, justamente por isso tudo, consegue um resultado dos mais divertidos.


# # Se você ainda não deitou seus ouvidos sobre os rocks barulhentos desse disquinho, chegou a hora. O grupo colocou no ar um site construído exclusivamente para o vosso download, onde dá para baixar todas as canções do álbum. Pois então, clicando aqui, você chega lá e pode adquirir, tanto as músicas, quanto o encarte, e assim produzir você mesmo a sua cópia de Make Up and Dream. Bota fé?



# Umas duas semanas atrás, lá no Rock Lab, estúdio em que o trio cuiabano Macaco Bong gravava seu primeiro disco (vizinho à casa do blogueiro aqui), o Gustavo Vasquez – dono do lugar e produtor do álbum, revelou a verdadeira identidade do novaiorquino Ian Williams, guitarrista e tecladista do Battles (que rasgou entendimentos no último Goiânia Noise).


# # Acredito que a grande maioria dos leitores que acompanham o Goiânia Rock News já deve ter assistido (ou, no mínimo, ouvido falar) ao Alta Fidelidade, o filme. É, esse mesmo, que o diretor Stephen Frears e o “co-patrão” John Cusack pegaram emprestado do texto britânico do Nick Hornby e adaptaram para a Chicago dos anos noventa, onde um obcecado por música (como eu e você), viciado em listas de cinco melhores e colecionador de relacionamentos desfeitos (como eu e você) tenta administrar sua vida, em meio a amigos idiotas e uma loja de discos.


# # # Pois é, lembra aquela cena em que nosso protagonista, o Rob Gordon (John Cusack), diante de sua loja cheia, num sábado, profetiza: “Vou vender cinco cópias de 'The Three EPs', da Beta Band, agora!”, e coloca o disco para tocar na vitrola. Um travelling pela loja mostra quase todos os compenetrados clientes levantando a cabeça repentinamente, com cara de ei-eu-sei-que-música-é-essa! e, em seguida, abrem um sorriso balançando o pescoço, satisfeitos.


# # # # Então, tudo isso pra dizer que um daqueles compradores de disco que aparecem por um segundo ou dois (em duas horas de filme), é o Ian Williams, o guitarrista esquizo que você viu em ação no palco principal do Goiânia Noise, pouco antes de o Mundo Livre S/A e o Sepultura acabarem com tudo. Aproveite a informação da melhor forma possível.


Salve Gustavo Vasquez, o Mestre das Conexões.



E os ganhadores da Promoção de Natal são:


* Um ingresso para os shows de Forgotten Boys e Envy Hearts - Isabela de Souza Verri


* Dois discos da Olhodepeixe, Combustível - Felipe Lyra Chaves e Daniel Henrique Dias oliveira


* King Size, o primeiro álbum dos Rockefellers - Pietro Bottura Gonçalves



** Os ganhadores já foram avisados por e-mail e poderão resgatar seus prêmios no setor Sul, próximo à praça do Cruzeiro.





Daqui a pouco eu volto, pra comentar os melhores discos do ano segundo você, leitor amigo. E também pra falar da Sofun Hits, compilação do coletivo de Design e Rock n’ Roll, que tem um encartezinho caprichado e um track list respeitável (apesar de alguns pesares, depois te conto). Vou botar um disquinho desses pra sorteio, mas daqui a pouco.

Tchau procê

3 comentários:

Daniel Henrique Dias Oliveira disse...

ola...
o email não chewgou na minha caixa de entrada hein!?
Quero ouvir o cd antes de 2008.
Abraços


dhdotur@hotmail.com

Goiânia Rock News disse...

E-mail enviado.

Dewis Caldas disse...

Battles, essa foi boa.
não piro muito com o Marron 5, mas fiquei com vontade de ver, sim fiquei.