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terça-feira, julho 29, 2008

Clube do Boato

# E a lista dos shows que fará o segundo semestre valer a pena, em Goiânia, está cada vez maior. O grande guitarrista sino-brasileiro Lanny Gordin (não conhece? Vá se internar!) será a estrela (de)cadente que fará da edição 2008 do festival Vaca Amarela, a melhor de sua curta história, ao lado da banda argentina Vudú.
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Lanny nos tempos áureos
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Lanny Gordin é responsável pelas guitarras líquidas e adoravelmente saturadas de alguns dos melhores discos da tropicália, e já emprestou seu talento lisérgico a artistas da categoria de Caetano Veloso (em alguns de seus momentos mais inspirados), Gal Costa (em sua curta, e radical, fase psicodélica, no fim dos anos 60), Jards Macalé (tocando contra-baixo em seu melhor disco, lançado em 1972), Rita Lee (no incrível Build Up, primeiro vôo solo da então cantora d’Os Mutantes), além do cultuado Brazilian Octopus, lançado em 1969, e que contava com Hermeto Pascoal, Olmir Stockler e Nilson da Matta em sua formação. Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Tim Maia, Elis Regina, Jair Rodrigues, Chico César, Sarah Vaugham e Ravi Shankar também se aproveitaram do talento superlativo do guitarrista chinês.

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A primeira vez que vi nuestros hermanos argentinos do Vudú em ação, estava eu lá no Paraná, mais precisamente em Londrina, acompanhando o festival Demo-Sul, e o rolo compressor que o quarteto passou por cima de todo mundo que se encontrava em frente ao palco, revelou um dos maiores nomes do novo rock argentino. “Novo” é modo de dizer, já que a música do grupo é toda baseada nas melhores referências do genuíno rock setentista, uma espécie de Black Crowes latinizado. Algum tempo depois o grupo se apresentou em Goiânia, no extinto Ziggy Box Club, numa noite de incrível desbunde alcoólico.

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Além do Lanny Gordin e do Vudú, quem dará o ar de sua graça no festival é o bardo punk-cafona Wander Wildner, e a reboque vem os paulistas do Forgotten Boys (que em breve lançam disco novo),
e os cariocas do Autoramas.

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# E o clube do boato, bem alimentado pelo diz-que-me-diz, continua nutrindo a fantasia de milhares de almas crédulas. Os últimos rumores, cochichados a sério entre produtores e debatidos com energia por fãs esperançosos, dão conta de que o Helmet, banda fundada no apagar das luzes negras dos anos oitenta pelo vocalista guitarrista Page Hamilton, pode desembarcar no palco do Goiânia Noise Festival (que, como noticiado em primeira mão aqui no Goiânia Rock News, já confirma a presença de quatro atrações internacionais: Imbyra e Black Lips – USA, Flaming Sideburns – Finlândia, além da canadense Black Mountain).
A Monstro Discos, produtora do festival, ainda não confirma nada oficialmente, mas também não desconfirma a possibilidade. Resta esperar e, para os fãs mais ardorosos, cruzar os dedos.

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# Quem já deu certeza de que aparece por aqui é o grupo francês Papier Tigre, que, ao lado do MqN vai fazer a alegria do entardecer de domingo, lá no pátio da Ambient Skate Shop. A grande Pata de Elefante, de longe a melhor banda de rock do Rio Grande do Sul, deve voltar aos palcos goianienses também em agosto, e a outrora maravilha mineira Udora traz sua evolução duvidosa à Goiânia no festival Rock In Sopa.

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Vou indo, mas eu volto.

3 comentários:

tiaguinhopunk disse...

Recentemente o Helmet voltou a ganhar atençao da midia depois que a musica "unsung" foi escolhida para fazer parte do Guitar Hero 1.

Anônimo disse...

o show do pepier tigre na ambient Foi massa demais, pirei

Anônimo disse...

Lanny Gordin é chinês? Putz, vivendo e aprendendo.