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segunda-feira, janeiro 26, 2009

Encaixotando Helena

Mudo de casa amanhã. Passei o dia encaixotando um tesouro: caixas e caixas lotadas de discos, fitas VHS, cartas antigas, devedês, livros, fotografias, revistas velhas, e até algumas fitas k-7 (reproduções caseiras e demo-tapes (lembra delas?), remanescentes de uma outrora enorme, e hoje inimaginável, coleção). Além de organizar tudo aquilo que a gente tem em casa: fogão, cama, freezer, sofá... enfim, o resto.




Confesso que apesar do trabalho que isso dá, eu gosto. Gosto de encontrar aquelas coisas esquecidas (quase sempre desde a última mudança), e que por alguma razão você não joga fora. Na verdade até consegui jogar algumas coisas no lixo dessa vez, mas não foi muito. Na minha última mudança eu (pela primeira vez desde que me percebi adulto) já tinha me livrado de um monte de quinquilharias que entulharam meus armários durante anos, em vários lares.
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Mas acho que consegui equilibrar racionalidade e essa pequena obsessão, e hoje cada item que enche cada uma das caixas aqui do meu lado, tem uma explicação lógica. Pelo menos pra mim.
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Se eu guardo uma edição vencida da agenda cultural da prefeitura de Goiânia, é por que tem um ensaio fotográfico assinado por aquela fotógrafa que conheci na casa de uma antiga namorada. Se insisto em arquivar dezenas de cartas, lembra delas?, (datadas de 1992 a 1999), é por que sei que sempre vou gostar de relê-las. E se até hoje não devolvi certos discos/livros, e os empacotei longe da caixa dos “emprestados” (calma Ulisses, os seus estão prontos para devolução), é por que já não me lembro de onde vieram.
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Antes guardava coisas que não faziam o menor sentido, tipo capas de discos que já não estavam mais lá. Claro que durante o tempo que permaneci com elas, achava sinceramente que iriam me servir de algum modo, mas acabei convencido pelo tempo de que elas nunca teriam serventia.
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Estou melhorando, quem sabe um dia me livro daquele tanto de texto manuscrito, ruim e adolescente (desculpe o pleonasmo), dobrado dentro de envelopes amarelados e que me diverte tanto de cinco em cinco anos, em média.
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Mas sim, você tem razão, o processo todo de mudança é um pé no saco, mas pelo menos a visita compulsória ao passado é divertida.
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# Estou ouvindo os mesmos discos já há alguns dias: 9MA (do Nove Mil Anjos), o Tonight: Franz Ferdinand, (dele mesmo), o primeirão do Friendly Fires, e a estréia do Vitor Araújo, que está quase onipresente nos meus fones desde o começo de dezembro passado. E nos seus, o que toca?
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Vou encaixotar mais. Quando voltar já estarei na casa nova. Passa lá depois, prometo um chá com biscoitos Conosco.

2 comentários:

Ulisses Henrique disse...

Pô nem sabia da mudança, mas ainda bem que vc não me chamou pra ajudar hehehe

Carpe Diem

Gláucia Rezende disse...

Higão, mudança é sempre um saco, mas assim pode até ser divertido. Vou tentar na minha próxima. Tem algum livro meu com você naum?

hheheeh