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quarta-feira, março 18, 2009

The Book Is On the Table!

O Black Drawing Chalks, um dos grupos goianienses que mais fez shows pelo Brasil em 2008, está experimentando uma pequena popularidade-indie internacional, em alguns shows pelo Canadá, que começaram na Canadian Music Week - uma das maiores feiras de música-que-interessa do planeta. Segundo entrevista concedida ao Ney Hugo, do Portal Fora do Eixo, pelo baixista Denis de Castro, as apresentações da banda têm superado suas expectativas mais deslumbradas, com shows cheios e público dançarino, chegando ao cúmulo bizarro de o músico se ver “obrigado” a autografar os seios de uma nativa, que “por sinal era Linda!”.



O figurino é novo, mas o recheio ainda é aquele mesmo


Outro tópico orgulhosamente preenchido na cartilha BDC de novo “rock-star”, foi ter tocado num palco onde, numa noite remota há mais de quinze anos, houve um show do Nirvana. Abaixo segue reprodução de trechos da entrevista:


Bovine Sex Club!?
O primeiro show, no Rok Boutique, já tinha sido excelente, todos dançaram e acompanharam as músicas com palmas, o que nos rendeu muitos contatos excelentes e grandes possibilidades. Mas pelo incrível que pareça, isso vem sendo ampliado. No Segundo show, no Bovine Sex Club, as pessoas, além de dançarem e acompanharem as músicas nas palmas, se exaltavam, chegando até a apalpar alguns dos integrantes no palco. As mulheres gritavam e pagavam bebidas, foi foda!


Atingindo o Nirvana
Ontem [domingo – 16/03] tocamos em Montreal, no mesmo palco em que o Nirvana, em um dos melhores sons de nossas carreiras, casa lotada, cheia de mulheres lindas, do tipo Deusas. Muita gente que só se vê em filme ou clipe de banda foda, tudo perfeito! Tocamos 30 minutos, mas foi o bastante para a gente sair do palco com quase um orgasmo de satisfação (risos). Pessoas abordando e elogiando o show, comprando cd, passando contatos, pedindo autógrafos. Aconteceu um lance que nunca imaginei que ia rolar comigo, assinar no seio de uma mulher depois do show… e por sinal ela era Linda! Com os contatos que a gente fez nesse dia, vamos fazer mais 3 shows essa semana, aqui em Montreal, e já marcamos uma volta para outubro!

Nice Tits, babe!



Expandindo Fronteiras
Viemos com alguns cds promocionais e adesivos, que nos ajudaram a capturar contatos que, inclusive, foram a alguns shows depois disso. Além de garantir uma volta em um futuro próximo, abrimos portas para tocarmos em vários outros países, e isso surtiu um efeito avassalador na banda. Colocamos isso como objetivo para esse ano e, provavelmente, vamos crescer muito com essas novas possibilidades. Não falo só em visibilidade, mas também em estrutura psicológica, a banda vem se unindo e se organizando bastante nesse ultimo mês.


O Agente Nobre (O que vamos fazer hoje, Cérebro?)
O Fabricio Nobre, com toda certeza do mundo, está entre os grandes nomes da música mundial, representando o Brasil. Participou de palestras super lotadas, e foi claro perceber que o Brasil tem muito espaço em território canadense, seja para bandas que vêm tocar, quanto para bandas [canadenses] que querem ir se apresentar na terrinha. Os produtores procuram saber da nossa cena e se interessam em saber da música, tanto é que a palestra já citada ficou lotada. E nos nossos shows, o pessoal vai e se diverte, e quando fica sabendo que somos brasileiros, vai ao nosso encontro e procura saber como é tocar no Brasil, e se preocupa em saber também o que estamos achando de tocar no país deles.



A primeira “turnê” internacional do BDC incluía, ainda, uma descida aos Estados Unidos, para shows no famoso South by Southwest, em Austin – Texas, mas problemas com a expedição dos vistos demoliu as expectativas da banda quanto ao Tio Sam, esticando a estada do conjunto no Canadá (segundo o Myspace do grupo, os goianos ainda têm shows marcados, em Quebec, para a noite de hoje - quarta feira, além de duas outras datas: sexta-feira – 20/03, e sábado – 21/03).


A mesma decepção acometeu alguns outros grupos brasileiros convidados para o line-up do festival texano (aclamado como a principal vitrine mundial para bandas novas), e que sequer deixaram o país. Aconteceu com o Macaco Bong (que, segundo boatos, teve seu visto negado por causa da alusão, no nome da banda, a apetrechos para o consumo de maconha. Bong!). A maravilha gaúcha Pata de Elefante também se viu obrigada a desistir dos shows na América de Obama, e até o Pato Fu (que se apresentaria hoje na primeira das Brazil Official Parties On SXSW, e foi substituído às pressas pela paulistana Holger) teve que renunciar às apresentações no festival, também gongada na embaixada norte-americana.



Backstage (não) é tudo igual



Em papo rápido, via MSN, Fabrício Nobre (a face internacional da Monstro Discos/Abrafin - que acompanhou o BDC no Canadá e que já está nos EUA para o SXSW), contou estar esperando pelo início das festividades ao lado do pessoal da paulista Tronco Produções, recebendo visitas ilustres de gente como o inglês Max Tundra (que já lançou três discos pela etiqueta, também britância, Domino Records, além de alguns remixes notáveis, em cima de canções de bandas como Franz Ferdinand, Architecture in Helsinki, Pet Shop Boys e Hot Chip), e de representantes da própria Domino (que, em seu catálogo, acumula nomes como Arctic Monkeys, Bonde do Rolê, Franz Ferdinand, Pavement, Stephen Malkmus, Teenage Fanclub e The Kills).


Fabrício Nobre: Abrafin on the table!






# Que o rock independente está na moda você já deve ter percebido, mas a coisa está ficando meio fora de controle, não acha? A TV Cultura, canal público da tevê aberta, mantém pelo menos dois programas periódicos sobre o tema (o Radiola – comandado pelo Marcello Bôscoli, e o longevo e inabalável Alto Falante – liderado pelo Terence Machado); a banda anglo-sorocabana Wry, em 2007, foi protagonista musical no desfile da toda-poderosa Ellus durante o São Paulo Fashion Week; Os canais fechados, vários deles (não só a manjada dobradinha Mtv/Multishow), têm despejado uma tonelada e meia de programas, documentários e mesmo apresentações ao vivo, dedicados ao rock não mainstream.


Os festivais do circuito indie nunca tiveram tanto espaço na dita grande mídia, ocupando, sempre, um espaço nobre nos cadernos de cultura dos principais (e dos secundários também) jornais impressos do País, além do interesse explícito de revistas, tradicionalmente, distantes desse universo, como a Veja, que, pelas mãos do jornalista Sérgio Martins, esmiuçou a matéria numa reportagem de duas páginas. Ou da revista Bravo!, que é notória pela cobertura das cenas artísticas mais sofisticadas e elitistas do Brasil, mas tem dedicado atenção especial aos independentes.


Até aí, meio que tudo “normal”. Mas quando o Domingão do Faustão se rende à notoriedade dos “subterrâneos” do pop nacional, e dedica um quadro inteiro do programa mais popular (e popularesco) da tevê brasileira às bandas e artistas independentes, podemos anunciar o “domínio-do-mundo” pelas guitarras compradas à prestação e pelas páginas e mais páginas do Myspace. É a glória insuspeitada (e, para os estúpidos xiitas underground, questionável) de um movimento que até há pouco tempo se alimentava (e se “contentava”) dos restos da cultura dominante. Onde vamos parar?





# Sei que é meio velho (foi postado há quase um ano), mas pra mim é tão novo quanto saboroso. O que diria você, ilustre leitor, do inusitado e involuntário “encontro” entre dois dos maiores nomes da música, err, pop, cada um em sua época? Quem promoveu a estranha e curiosa parceria entre o Radiohead e o mito branco do jazz Dave Brubeck atende, virtualmente, pelo nome de Over Dub Sound, e mixou a faixa de abertura do aclamado In Rainbows, “15 step”, e o standard máximo do pianista californiano, a adoravelmente sinuosa “Take Five”.


O resultado do mashup ficou tão instigante quanto bonito, e se você não conhece Dave Brubeck (o Radiohead eu sei que você conhece bem), deveria, ou correr desesperadamente atrás do sublime e arrepiante Time Out (gravado em 1959 e lançado pela Colúmbia Records, concorrente direto ao nobre título de melhor trilha sonora para o sexo – ao lado de A Love Supreme, do Coltrane), ou então se matar de culpa pelo resto da vida (como assim, se matar pelo resto da vida?). Enquanto você pensa sobre o que fazer a respeito, play!












Beijo procê.


3 comentários:

Penny Lane disse...

foda!

Amanda Salim disse...

muito doido esse radiohead com brubeck, gosti!!


:):):):):):):):):):):):):)

Anônimo disse...

credo, gostei não.