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terça-feira, fevereiro 23, 2010

Túnel do Tempo

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Na segunda metade dos anos 90 o rock de Goiânia ainda não havia se rendido em bloco à febre indie, praticamente ignorava o hoje tão celebrado stoner-rock e o título de capital brasileira da música independente ainda era exercício de futurologia. Aqueles foram os últimos anos de uma era em que as subdivisões internas do underground local não iam muito além do punk-rock/hardcore e do heavy metal.


Nessa época o jovem MqN dividia estúdio com duas outras bandas, mas nenhuma delas estava interessada nas preciosidades obscuras do rock alternativo que tanto fascinavam o então Melhor Que Nada. Uma das roommates era a Punch, banda que foi ressuscitada mais de 10 anos depois durante a última edição do Goiânia Noise Festival (e que promete novidades para 2010). A outra era conhecida como Loki, e a despeito do curto tempo de atividade, gozava de uma audiência cativa.





Mas essa digressão fora de hora, que exumou rapidamente parte da minha adolescência (em 1997 eu já contava 17 anos de “praia”) foi resultado do desenterro do vídeo que acompanha este post, que chegou até mim por mais uma janelinha do msn e que despertou doces recordações de uma época em que a cara-de-mau do rock da cidade ainda era proporcional à sua “inocência” emergente: o registro do, talvez, melhor show do Loki, tocando no Rock Tech, clássico festival realizado na mini-quadra da então Escola Técnica Federal, atual CEFET, onde também foi realizada, na época, uma das mais charmosas edições do Goiânia Noise.


Apesar da precariedade analógica do vídeo-fóssil, que compromete bastante a qualidade do áudio, dá pra decifrar que o filme começa com o “hit” perdido “Flying High, Falling Down” e segue com uma versão modernizada de “Sabbath Bloody Sabbath”, do Black Sabbath.


Talvez não faça muito sentido pra quem tem menos de 25 anos, mas a terceira-idade do rock goiano há de se lembrar muito bem.




3 comentários:

Daniel disse...

se não me engano fui uma vez no ver o show dos titãs e a tal Punch antecedeu o show dos caras...

curti muito o som... e ano passado ao ver Pucnh no noise vejo que os caras continuam mandando bem pacas

Carolina disse...

É uma pena eu não estar com as caixinhas de som funcionando. Devo ter ido em pelo menos 25 shows do Loki entre meus 16/17 anos... era divertido... fica pra mais tarde lá em casa... melhor ainda ficava, quando o Mandatory finalizava a noite!

MarceLa Guimarães. disse...

Engraçado como descreveu a "cara de mau" da cena de rock goianiense dos anos 90. Ainda em 2004, 2005... a gente via muito disso. Só depois então é que a coisa ganhou mais diversidade, acho.

xD