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quarta-feira, julho 07, 2010

Forgotten Boys

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No próximo dia 24, uma das melhores bandas da segunda geração do novo rock goiano vai voltar à ativa, pelo menos por cerca de uma hora inteira.


Goldfish Memories
Foto: Aline Mil


O Goldfish Memories nunca esteve na pauta dos principais cadernos de cultura dos maiores jornais do País, nunca emplacou vídeo clipe na programação notívaga da Mtv, não extrapolou as fronteiras nacionais e nem mesmo tem um disco gravado. Ainda assim, refém de credenciais tão indesejáveis, a despeito de estar hibernado desde o Goiânia Noise Festival de 2008 e de acumular apenas 6 músicas registradas no currículo, o Goldfish Memories tem, pelo menos segundo o meu pobre entendimento, um título de principalidade entre seus similares geracionais, conferido não de fora pra dentro, mas justamente ao contrário.


"Think A Little" - Goldfish Memories




A inteligência melódica das canções, a evidente preocupação com a “respiração” que cadencia e tensiona o frenetismo das guitarras, e a esperteza da cozinha que insinua certo suingue metálico por entre a batida dura e seca, além da dramaticidade calculada dos vocais, é o que diferencia o Goldfish de seus correlatos locais. O que, pelo jeito, quem observa de longe não conseguiu entender, e surfando de carona uma onda coletiva, gasta elogios derramados no endereço errado, desperdiçando louvores com genéricos superestimados (que até têm o seu valor, mas não passam de... genéricos).


D epois de um EP com 4 músicas, a banda só lançou mais duas faixas, a impetuosa “Think A Little” (que guarda conexões abstratas com o Queens Of The Stone Age) e “White Lady On Blood”. Todas elas, as 6 faixas, você puxa para o vosso agá-dê com dois ou três cliques, começando pelo link aí embaixo:


Goldfish Memories – EP 2008 + Bônus (27.3 MB)


O show dessa volta relâmpago, citado ali na cabeça do post, acontece lá no palco nobre do Rock & Gol, e se eu fosse você, iria lá conferir e estabelecer um comparativo mais atencioso que, espero, me cobrirá de razão.








6 comentários:

Danilo disse...

Foto por Aline Mil, grande colaboradora!
Fico lisonjeado e o show promete: será visual, auditivo, degustativo e tátil, não necessariamente nessa ordem

Jody Frosty disse...

Voltem de uma vez felasdapulta! e toquem em BH! ehhheheheh

tempos q espero, ate postei o epzinho deles no meu bróg tem tempos já...

é isso

Júnior de Paiva / Dish disse...

Acompanho o trabalho do GoldFish desde de seus primeiros shows no antigo Cerere, e afirmo: Stoner rock daqueles sem maquiagem por parte das produtoras, muito coeso, seco e hipnótico, até que enfim gyn rock(?) city produziu algo de tão bom nessa vertente!
Texto bacana man!
Abraço!

Danilo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Danilo disse...

Poxa Frosty...seria FODA, vamos ver oq vira desse Revival! qual é o blog?

Rafael de Paula Costa disse...

Bem...segunda geração do novo rock goiano..qual é a primeira geração do "novo" rock goiano? Se é o novo rock goiano...qual é o antigo rock goiano? É só uma pergunta pra me situar cronologicamente no cenário.